LaLiga: Martim Neto assiste, mas Elche cede empate ao Sevilha nos descontos (2-2)

Akor Adams, com um bis, fundamental para o empate do Sevilha
Akor Adams, com um bis, fundamental para o empate do SevilhaMateo Villalba Sánchez / GETTY IMAGES EUROPE / Getty Images via AFP

Um bis de Akor Adams, recém-chegado da CAN, permitiu ao Sevilha somar um ponto na visita ao Martínez Valero, onde chegou a estar a perder por dois golos, assinados por Febas, com assistência de Martim Neto, e Germán Valera. Contudo, o Elche não conseguiu adormecer o jogo, nem controlar o ritmo, o que facilitou a tentativa de reviravolta dos sevilhanos, que igualaram de grande penalidade aos 91 minutos.

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Quando uma equipa muito fragilizada animicamente comete o mais pequeno erro, a penalização é enorme. Tudo se torna uma subida íngreme. O Sevilha, que entrou com agressividade e com a dupla Isaac-Oso em ebulição, perdeu uma bola a meio-campo que Febas aproveitou, após passe de Martim Neto, para marcar o 1-0. Nem 15 minutos tinham passado e, mais uma jornada, a equipa sevilhana voltava a estar em desvantagem no marcador, tal como nas três anteriores.

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O peso podia ter durado pouco se Carmona não tivesse cabeceado para Cuenca. Mas marcar golos não faz parte das virtudes do defesa. Nem dos seus colegas. E assim vai o Sevilha, com menos estabilidade do que um pudim fora da forma. O único que restava aos comandados de Almeyda era continuar a lutar, porque, isso sim, o seu esforço é inegável e inegociável. Com o passar dos minutos, conseguiram inquietar Iñaki Peña com um remate colocado de Agoumé e outro, de muito longe, de Batiste Mendy, que bateu no ferro.

Entretanto, o Elche brincava com o fogo, à espera não de um contra-ataque, mas do contra-ataque perfeito. Como se poupasse esforços se não valesse a pena. A jogada esteve quase a sair-lhe na perfeição. Mas Vlachodimos não estava disposto a permitir o golo de Álvaro Rodríguez e fez uma defesa absolutamente espetacular! Para não ficar atrás, com aquela passividade defensiva dos anfitriões, Iñaki Peña evitou o empate quase imediato de Sow com outra defesa brutal!

O encontro estava aberto, talvez demasiado para quem liderava, mas nesse troca de oportunidades, o intervalo chegou com mais um aviso de Toro Rodríguez. E com novos ensaios de Álvaro e Febas, a equipa de Eder Sarabia tentou intimidar no regresso ao relvado. Conseguiu, de facto, porque Vlachodimos voltou a justificar o salário e o de algum colega ao fazer mais uma defesa impossível a Germán Valera e negando novamente a Toro outro remate, que desviou para canto.

Mas já não conseguiu travar a vingança de Valera, que desta vez encontrou espaço para marcar o 2-0.

Ainda faltava mais de meia hora para o fim. E não era por falta de capacidade do Sevilha para reduzir, nada disso. Mas entre a sua fraca pontaria, a barra que travou Oso, e os reflexos de Iñaki Peña, os minutos passavam com angústia para os andaluzes... até que finalmente receberam o prémio com um remate de Akor Adams, que empurrou para a baliza deserta um ressalto ao poste, novamente de Oso. Quanto sentiram a sua falta os nervionenses.

Preso à sua mentalidade ofensiva e incapaz de adormecer o jogo, o Elche sofreu nos instantes finais para segurar a vantagem. Peña teve de se aplicar novamente perante Akor Adams. Mas os sevilhanos insistiram tanto que, no fim, por uma mão inocente que Álvaro Rodríguez não escondeu ao ajudar a defender, conquistaram uma grande penalidade que Akor não desperdiçou. Um 2-2 que sabe a pouco para os anfitriões, depois de desperdiçarem dois golos de vantagem, e a glória para os visitantes, que assim quebram a sua sequência de três derrotas consecutivas na LaLiga, mais uma quarta, a da eliminação na Taça do Rei.

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