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Com Luis Pérez ainda fora do plantel e suspenso pelo infeliz incidente que provocou com Juanmi Latasa, o Pucela regressou a casa em busca de uma vitória mais simbólica do que necessária em termos de tabela classificativa. A contagem decrescente para a despromoção começou há algum tempo, com um destino impossível de evitar nesta fase, e jogar no José Zorrilla é agora uma faca de dois gumes.

O Osasuna, por seu lado, queria ganhar para alcançar o tão desejado número que normalmente garante a permanência. Além disso, o bom desempenho ao longo da primeira metade da época e o lugar extra na Liga para as competições europeias serão um estímulo para uma equipa que esteve a um passo de chegar à fase de grupos da Liga Conferência em agosto de 2023.
Jon Moncayola abandonou o campo nos instantes iniciais com uma queixa na coxa esquerda. Longe do que se poderia esperar, o jogo começou animado, tanto que Ante Budimir fez o 1-0 graças a um sensacional remate de cabeça após um excelente cruzamento de Rubén García.
De assistente a goleador, o Joker aumentou a diferença pouco depois da meia hora de jogo, aproveitando uma fantástica jogada de Jesús Areso pelo flanco direito. Mamadou Sylla e Iván Sánchez foram os escolhidos por Álvaro Rubio para tentar inverter a situação. O avançado entrou com fulgor e fez uma boa transição, mas foi Raúl Moro quem levantou os adeptos ao bater Sergio Herrera logo no arranque da segunda parte. Um mau passe de Lucas Torro permitiu ao antigo jogador da Lazio, rápido como poucos, cabecear e fazer o 1-2.
Ibáñez respondeu de imediato, travado pelo guarda-redes português André Ferreira, numa ação que antecedeu o penálti de Latasa. Budimir pegou na bola e não cometeu qualquer erro dos 11 metros. O castigo máximo foi também assinalado seis minutos mais tarde na área adversária por falta de Herrando sobre Sylla, cujo remate à queima-roupa e eficaz voltou a apertar o cerco.
Apesar de o lanterna-vermelha ter feito de tudo para evitar a sexta derrota consecutiva, Herrera e a defesa de Pamplona seguraram o resultado e praticamente garantiram a salvação. Era uma questão de quere e não poder. Moro esteve mais perto do golo do empate, com um remate em arco de fora para dentro. Assim, os castelhanos voltaram a naufragar numa exibição com alguns rebentos verdes.
