Recorde as incidências da partida
Dois não discutem se um não quiser. É o que diz o provérbio espanhol. No entanto, babazorros e béticos quiseram mesmo confusão, da boa, atenção. Daquela que, no futebol e com a chuva a compor o cenário, costuma proporcionar um jogo eletrizante, cheio de oportunidades e constantes trocas de ataques. Também ajuda, claro, que estas equipas pensem mais em atacar do que em defender, deixando muitos espaços para alegria dos avançados e dos adeptos. Foi assim em Mendizorroza.

E, apesar disso, só houve um golo na primeira parte. Surgiu cedo, numa boa jogada pela direita que Lucas Boyé terminou ao cruzar para trás e Carlos Vicente rematou de forma pouco ortodoxa, colocando a bola no fundo das redes de Pau López. Estávamos no segundo minuto e o Alavés sorria com o 1-0.
Foi o início das hostilidades, um verdadeiro duelo em que Bakambu deu razão a quem o vê fora do Betis. Ou rematava mal, ou posicionava-se mal, ou ficava a dormir à sombra da bananeira, para desespero de Pellegrini, o seu treinador. Por sorte dos verdiblancos, estava Pau López a proteger a baliza quando chegou a vez dos pupilos de Coudet responderem. Antonio Blanco tentou de longe por duas vezes, Protesoni tentou de perto após alguns ressaltos na área, mas o guarda-redes esteve à altura. Também Jonny e Toni Martínez criaram perigo.
O Betis sentia falta de mais controlo de Fornals, de mais rasgo de Antony e Abde. E, claro, de maior qualidade no remate do seu ponta-de-lança. O intervalo chegou com o 1-0 no marcador.
Como se o guião se repetisse, mal tinha passado um minuto após o recomeço quando o Alavés festejou o 2-0. Um cruzamento perfeito de Pablo Ibáñez foi cabeceado por Toni Martínez entre os centrais, tornando impossível a defesa de Pau López, que ainda tocou na bola, mas não conseguiu afastá-la da sua baliza.
Sem reação no relvado, chegaram as substituições. Antony ficou furioso por sair do jogo, mas esteve muito apagado. Pellegrini juntou Chimy Ávila a Bakambu, entre outras alterações, mas não teve o efeito desejado. Quando não é o dia, não há volta a dar.
A equipa sevilhana teve de esperar até ao minuto 75 para obrigar Sivera a uma grande defesa, respondendo de forma brilhante ao cabeceamento, finalmente bom, do congolês Bakambu. E aos 82', Chimy, isolado, não conseguiu rematar como queria para reduzir a diferença. Mais uma oportunidade desperdiçada.
Nos minutos finais, a impotência ofensiva dos visitantes voltou a evidenciar-se, facilitando que o Alavés mantivesse a vitória sem grandes sobressaltos... até que Ez Abde, numa jogada individual, marcou o 2-1.
Ainda houve tempo para o Betis ter mais uma oportunidade, um livre em que até o guarda-redes subiu à área. Mas a defesa vitoriana afastou o perigo e os três pontos ficaram em Mendi.

