LaLiga: Sevilha perde em Oviedo e mete-se num grande sarilho (1-0)

Viñas felicitado pelos seus colegas após marcar o golo do Oviedo
Viñas felicitado pelos seus colegas após marcar o golo do OviedoELOY ALONSO / EPA / Profimedia

Um golo de Fede Viñas ao minuto 31 deu vida extra ao Oviedo frente a um Sevilha que ficou ainda mais afundado nos problemas que já trazia. A estreia de Luis García não foi talismã para os andaluzes, que sofreram com a tarde desastrosa de Nianzou, exposto no golo dos asturianos e expulso mais tarde. Os sevilhanos, que podiam ter afastado os carbayones da luta, ficam apenas dois pontos acima da zona de perigo.

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Os profissionais costumam referir-se aos pequenos detalhes que decidem jogos cruciais, às angústias e nervosismos, perante adversários diretos. Um momento de inspiração, uma distração do rival e o objetivo está alcançado. A inspiração foi de Fede Viñas. As concessões, essas, ficaram a cargo de Nianzou. O resultado, um triunfo vital dos carbayones frente aos nervionenses para continuarem a sonhar com a permanência, que ainda está, no entanto, bastante distante.

Notas dos jogadores
Notas dos jogadoresFlashscore

Assim se pode resumir a primeira parte no Tartiere. Um Sevilha que, sem dominar em demasia, aproximou-se mais da baliza de Aarón Escandell, mas sem o incomodar devido à má pontaria de Akor Adams ou do já referido Nianzou. O central sevilhano acabaria por ser decisivo no desenrolar do encontro. Primeiro, por não conseguir direcionar um cabeceamento quando estava sozinho na área asturiana. E logo a seguir, na sua própria área, por perder a marcação a Fede Viñas num canto, permitindo ao uruguaio rematar à vontade e fazer o 1-0.

Como se não bastasse essa má ação, Nianzou viu o vermelho direto depois de adormecer, falhar um controlo e derrubar Viñas quando era o último defesa. Deixou o Sevilha em inferioridade numérica desde o minuto 37 e obrigado a tentar a reviravolta. Um desafio enorme. E isto depois de terem sido os comandados de Luis García, na sua estreia no banco andaluz, a pedir a expulsão de Viñas por uma entrada dura sobre Sow logo no início do jogo.

Luis García tentou alterar a estratégia para a segunda parte, lançando Manu Bueno e Castrín para os lugares de Sow e Carmona. Mas o Oviedo sabia que tinha de aproveitar a superioridade numérica. Dani Calvo desperdiçou uma boa oportunidade, tal como Nacho Vidal, que por pouco não chegou a uma excelente combinação. Não conseguiu aumentar a vantagem nos primeiros minutos após o intervalo, mas tinha o adversário completamente encostado, sem o deixar passar do meio-campo.

Com o jogo controlado, a 20 minutos do fim, Almada lançou Santi Cazorla. E a primeira ideia do génio de 41 anos foi um remate que Odysseas afastou com os punhos, não sem dificuldades. Essa intervenção animou os seus colegas, especialmente um Vargas muito ativo, que deu tudo para tentar o empate. No entanto, o suíço não teve grande apoio no ataque e só em lances de bola parada ou numa tentativa desesperada de Ejuke conseguiu aproximar-se de Escandell. Demasiado pouco para sonhar com um ponto.

O Oviedo sonha com o milagre após este triunfo, que o deixa a sete pontos do Sevilha, precisamente a equipa que ocupa o primeiro lugar de permanência na LaLiga, com uma perigosa margem de apenas dois pontos.

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