Recorde as incidências do encontro
Faltando seis jornadas para o fim da LaLiga, o Barcelona gere uma vantagem de nove pontos na liderança, deixando o título praticamente garantido. São também nove pontos a mais do que tinha nesta fase da época passada. Uma excelente notícia, tendo em conta que as lesões que tem sofrido nas últimas semanas poderiam tê-lo colocado numa situação bem mais delicada, não fosse este confortável avanço.
A perda de Lamine Yamal, que pode não voltar a jogar até ao final do campeonato, é o culminar de uma sequência recente que teria sido dramática se tivesse acontecido numa fase anterior da competição ou caso o Barcelona ainda estivesse em prova na Champions. Com Raphinha ainda de fora por várias jornadas e à espera do diagnóstico de João Cancelo, praticamente Flick tem perdido um jogador por jogo.
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Apesar do fluxo constante de lesões ao longo da época, o cenário agravou-se a partir dos dias que antecederam a tentativa de reviravolta na Taça frente ao Atlético de Madrid, quando Frenkie de Jong sofreu uma rotura muscular que o afastou durante cinco semanas.
No jogo contra os colchoneros, Koundé e Álex Balde (que tinha entrado para substituir o francês) tiveram o mesmo destino e juntaram-se ao lote de lesionados.
De Raphinha a Lamine
A eliminatória da Champions foi marcada pelos sustos: na primeira mão, Marc Bernal teve de sair devido a uma sobrecarga que não se agravou, e na segunda mão aconteceu o mesmo a Joan García.
Raphinha voltou a preocupar durante a paragem para seleções, ao lesionar-se no Brasil-França, embora já tivesse saído do jogo anterior frente ao Rayo com sinais de fadiga muscular.

Mais uma vez o Atlético de Madrid, desta vez na LaLiga, trouxe problemas para Flick: Marc Bernal, numa fase de grande inspiração goleadora, sofreu um entorse do qual ainda não recuperou. Além disso, Ronald Araujo pediu para ser substituído devido a queixas musculares que não se agravaram, mas obrigaram-no a sair ainda na primeira parte.
No dérbi frente ao Espanhol, Gerard Martín lesionou-se sozinho e não conseguiu regressar após o intervalo, embora tenha recuperado a tempo de jogar dias depois a segunda mão da Liga dos Campeões no Metropolitano.
Barça com mais resultados do que futebol
Nesta sequência difícil, o Barça só evitou problemas frente ao Athletic e ao Sevilha. Também nos dois confrontos dos quartos de final da Liga dos Campeões, embora em ambos tenha tido de se superar devido às expulsões de Cubarsí na primeira mão e de Eric García na segunda. E com um Fermín obrigado a jogar de máscara devido a um corte sofrido num treino.
Apesar de tudo, a equipa blaugrana conseguiu vencer 12 dos 14 jogos disputados em 2026, algo fundamental para se manter forte perante um Real Madrid muito irregular, mesmo tendo os de Arbeloa chegado à liderança na 16.ª jornada, após a derrota culé em Girona.
Por isso, a diferença para o eterno rival parece suficiente, mesmo sabendo que ainda falta um Clássico em que uma vitória permitiria aos merengues recuperar mais três pontos e ficar com o confronto direto a seu favor. Mas a verdade é que o final de época está a tornar-se longo para o Barcelona.
