LaLiga: Valência respira e coloca o Sevilha com um Duro problema pela frente (0-2)

Ramazani celebra o golo muito perto de Odysseas Vlachodimos
Ramazani celebra o golo muito perto de Odysseas VlachodimosFran Santiago / GETTY IMAGES EUROPE / Getty Images via AFP

O Valência, com golos de Hugo Duro e Ramazani, ambos na primeira parte, somou uma vitória (0-2) importante frente ao Sevilha, um adversário direto na luta pela fuga à zona de descida. Os andaluzes voltam a entrar em queda e já vão em quatro jornadas sem vencer. Uma sequência que ameaça aproximá-los novamente de uma descida da qual a equipa do Mestalla, que teve André Almeida no onze inicial, parece estar, finalmente, a afastar-se.

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O medo é um péssimo companheiro de viagem. Paralisa-te, bloqueia-te e faz-te pensar no pior. É precisamente isso que tem acontecido há anos a dois históricos do futebol espanhol como o Sevilha e o Valência. E nesta época, em que continuam sem conseguir afastar-se da zona perigosa, a história repete-se. Isso ficou evidente nos minutos iniciais do duelo no Sánchez-Pizjuán, em que nenhuma das equipas acertava no jogo.

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Pareceu terminar a apatia com um remate de Vargas que Unai Núñez conseguiu desviar a tempo. O mesmo defesa também travou uma arrancada promissora de Maupay. Ainda foi preciso esperar mais um pouco por remates à baliza, mas não foram dos anfitriões. Logo após Gayà, capitão che, ter de abandonar o relvado atordoado depois de dois choques violentos na cabeça, os seus colegas começaram a aproximar-se da baliza de Vlachodimos. Para agravar, foi Guido Rodríguez, antigo jogador do Betis, quem deu o primeiro aviso.

Alexis Sánchez não está para estas andanças

As coisas não estavam a correr bem para os sevilhanos. E, 17 segundos depois de Akor Adams entrar para o lugar de Azpilicueta, a 10 minutos do intervalo, surgiu o golo do Valência. Alexis Sánchez falhou um passe que ficou em Unai Núñez. Daí para Ramazani, um remate do belga defendido pelo antigo guarda-redes do Benfica e um ressalto que Hugo Duro aproveitou para empurrar a bola e fazer o 0-1.

O golpe foi ainda mais duro para os comandados de Matías Almeyda, ainda suspenso. Enquanto tentavam recompor-se do golo sofrido, atacando sem grandes ideias, Luis Rioja acelerou para deixar Kike Salas para trás e oferecer um passe de ouro que Ramazani transformou no 0-2.

Após os assobios dos adeptos, os lenços brancos nas bancadas e o intervalo para tentar recomeçar, esperava-se uma reação do Sevilha. O que aconteceu foi uma tripla substituição com as entradas de Isaac, Batista Mendy e Carmona. O primeiro ainda conseguiu incomodar Dimitrievski, mas o seu remate de pé esquerdo saiu sem a direção desejada. Pelo menos, os nervionenses conseguiram encostar os che à sua área. No entanto, ir à pesca sem cana não costuma dar resultado. Assim, a equipa de Corberán manteve-se tranquila, com Javi Guerra e André Almeida a controlarem o meio-campo e uma boa organização defensiva que tornou ainda mais evidente a impotência dos anfitriões.

Só a entrada de Oso, cujo estatuto de suplente foi difícil de compreender, abanou o jogo com os seus cruzamentos teleguiados. No entanto, esse esforço foi em vão e não houve frutos a colher. Apenas um remate, já no último ataque, de Batista Mendy, que Dimitrievski defendeu de forma brilhante. Grande defesa.

O Sevilha voltou a falhar perante o seu público, somou a quarta jornada sem vencer, a segunda consecutiva a perder, e permitiu ao Valencia afastar-se da zona perigosa, ficando agora a quatro pontos de distância.

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