De acordo com informações da própria Liga de Futebol Profissional, o tribunal não atuou apenas contra as páginas, mas também "contra a arquitetura digital que permitia o acesso ilícito aos conteúdos: fornecedores de acesso à internet, DNS alternativos, serviços VPN, infraestruturas CDN e serviços de proxy".
Em colaboração com a beIN Sports France, detentora dos direitos da LaLiga no país, foi obtida "uma decisão contra a Cloudflare – especialmente relevante pela abrangência dos seus serviços afetados: DNS, CDN, proxy reverso e VPN –, bem como decisões dirigidas a Google Public DNS, Quad9, NordVPN, Surfshark, CyberGhost, ExpressVPN e Proton VPN".
Trata-se, assim, de um reconhecimento da responsabilidade de quem intervém tecnologicamente em todo o processo de fraude audiovisual, nomeadamente os principais operadores de acesso à internet na França metropolitana e nos seus territórios ultramarinos.
Medidas dinâmicas e adaptáveis
Além disso, a LaLiga orgulha-se de que, entre as decisões do Tribunal de Paris, e sabendo que a pirataria audiovisual não pode ser combatida apenas com medidas parciais nem limitadas a uma única camada técnica, se encontra um mecanismo de atualização dinâmica através da ARCOM, "o que permite acrescentar novos sites infratores durante a vigência das medidas".
"Estas decisões representam um avanço muito importante porque alargam a proteção a todo o ecossistema técnico que atualmente sustenta a pirataria. O combate à fraude audiovisual deve crescer através da colaboração, como aconteceu neste caso com a beIN Sports France, que foi fundamental para articular uma defesa sólida e eficaz no mercado francês", destacou Javier Tebas, presidente da LaLiga.
Além disso, a entidade espanhola considera que tudo isto consolida uma base jurídica mais robusta para combater a fraude digital, adaptando-se aos mecanismos cada vez mais sofisticados de quem procura lucrar transmitindo conteúdos sem pagar por eles.
