Acompanhe aqui o relato e as incidências do Betis-FC Porto
Ou, melhor ainda, em muito grande. A série de resultados da equipa de Pellegrini é daquelas que apontam para uma época perfeita. Desde o início da época 26/27, só tiveram dois desaires: um muito pesado, por 5-2 frente ao Levante, que serviu de aviso, e o empate 1-1 no Riazor, diante do Deportivo. De resto, incluindo a Liga dos Campeões, foi sempre a somar vitórias para o Betis.
E, neste excelente início de época, são muitos os nomes que se têm destacado. Mas o de Isco, com o recital frente ao Osasuna, é um dos que mais se destaca e entusiasma. O malaguenho parece estar totalmente recuperado das graves lesões e contratempos sofridos nos últimos dois anos. Mesmo a jogar com algumas dores, a magia brilha como nunca.

Diante dos navarros, a sua exibição valeu-lhe uma classificação de 8,7 no Flashscore, que mede inúmeros parâmetros para atribuir a nota final. Foi, sem discussão, o MVP do encontro.
Além de marcar dois golos – um de penálti – em seis remates, todos de dentro da área, com um xG (golos esperados) de 1,87 e um xGOT de 2,33, mostrou grande qualidade ofensiva ao fazer três passes-chave, com 90% de eficácia no passe no último terço. É aí que, de facto, faz a diferença com o seu jogo entre linhas.
Isco também deu o seu contributo defensivo. Não é, seguramente, a sua principal qualidade, mas ganhou dois duelos – em nove – com adversários e recuperou ainda cinco bolas.
Mais do que na época passada
Com o encontro frente ao Osasuna, Isco igualou o número de partidas disputadas na época passada. Foram apenas oito, nas quais marcou um golo e fez uma assistência, com uma média de 6,8 na classificação. Desta vez, já soma os mesmos oito jogos, com dois golos e uma classificação de 7,1.

Também na Europa igualou o registo de jogos disputados, já que participou no duelo da Liga dos Campeões frente ao Lille, contra quem fez uma assistência para golo. Na época passada, na Liga Europa, só teve tempo para disputar um encontro.
Esta semana, na quarta-feira, frente a um FC Porto que lhe traz grandes recordações da estreia na principal competição europeia, pelo Málaga, Isco deverá superar esses registos... a menos que Pellegrini decida dar-lhe descanso. Mas, depois do nível que apresentou frente aos navarros, seria um luxo deixá-lo no banco, mesmo que fosse apenas por alguns minutos.

Ainda está longe dos dois primeiros anos no Betis, que lhe valeram o regresso à seleção espanhola. Mas, depois dos muitos contratempos que sofreu, Isco começa a parecer-se cada vez mais com o jogador que foi nas épocas 23/24 e 24/25.
Um Betis de luxo
O bom para o Betis é que não se resume a Isco e mais dez. Desde Álvaro Valles, que trouxe segurança à baliza por saber que é o titular indiscutível, até Cucho Hernández, que melhorou claramente o seu contributo com a concorrência de Parrott, passando pela afirmação de jovens formados no clube, como Morante, pela regularidade no meio-campo de Fornals e Marc Roca e pela capacidade de desequilíbrio de Abde e Riquelme.
E isso sem ainda vermos as melhores versões de Antony, Ceballos ou Lo Celso, que, se atingirem o seu melhor nível, podem transformar este Betis numa equipa imparável.

