Recorde as incidências da partida
O Levante caiu para a zona de descida na 12.ª jornada, depois de perder no Metropolitano (3-1) diante do Atlético de Madrid. Desde esse momento, esteve sempre nas três últimas posições da tabela, sem sair delas, até à jornada passada, a 37.ª.
Ou seja, o Levante esteve 25 jogos consecutivos a ocupar lugar de descida à Segunda Divisão. O triunfo frente ao Maiorca no Ciudad de Valência (2-0), com golos de Carlos Espí e Kevin Arriaga, permitiu-lhes há sete dias sair do fundo pela primeira vez e garantir a permanência na LaLiga.
O português Luís Castro assumiu a equipa em janeiro. O Levante era último classificado em dezembro, com apenas 10 pontos. Sob o comando do técnico luso, chegou à 38.ª jornada com 42 pontos, os mesmos que o Osasuna, que se salva, e que o Maiorca, que desce. O Levante seria sexto na tabela desde a chegada do técnico português. Uma reviravolta em que poucos acreditavam e que mantém os granotas na LaLiga.
A afirmação de um jovem da formação como Carlos Espí foi determinante. O jogador de Tavernes de la Valldigna marcou 11 golos, vários deles decisivos, e o seu nome chegou mesmo a ser apontado para representar Espanha no Mundial-2026.
Levante no coração de Luís Castro
Luís Castro não escondeu a sua felicidade no final do encontro: "O sentimento que tenho por eles, acredito que também o têm por mim. Trabalho todos os dias e passamos por momentos de grande emoção, tanto bons como maus, e existe um respeito e carinho mútuos. É uma das equipas que vai ficar no meu coração para toda a vida".
No entanto, deixou uma reflexão sobre as últimas jornadas do campeonato: "Não nos facilitaram nada. Tivemos muitos obstáculos. O que o Betis fez hoje, com todos os seus titulares, é o que devia acontecer em todos os jogos. Concordo com o que fizeram. Os jogadores que vão ao Mundial jogaram de início, e isso devia acontecer em todos os estádios".
E acrescentou: "A LaLiga tem um nível muito alto, mas é preciso mudar algumas coisas porque a final da Taça não deve ser disputada antes de terminar o campeonato ou realizar jogos na fase final tão próximos uns dos outros. Isto é uma crítica construtiva. Em termos de qualidade de futebol, somos o campeonato mais forte do mundo".
