Numa entrevista no The Bridge, ao lado de Achraf Hakimi, Tchouaméni e do humorista Malik Bentalha, Kylian Mbappé admitiu que não se sente à vontade em entrevistas.
"Estou farto de entrevistas. O jornalista está ali para te fazer dizer aquilo que não queres, e tu não queres dizer o que ele quer ouvir. É como um combate de boxe", afirmou.
Sobre o seu trabalho defensivo, foi direto: "Sou um jogador que defende um pouco menos do que os outros, e isso por vezes pode ser um problema. É verdade que o faço menos, mas sinto que quando o faço, tem mesmo impacto na equipa. No Madrid, quando o faço, nota-se que todos os outros também o fazem". E acrescentou: "Criticam-me por isso, e não me incomoda, porque é uma crítica construtiva".

Rivalidade com Gvardiol e Hakimi
O avançado de Bondy explica porque ponderou deixar de representar o seu país.
"Quis abandonar a seleção francesa. Percebi que tinha colocado a França muito, muito acima nas minhas prioridades, mas assim que falhei, muita gente começou a chamar-me macaco e a insultar-me", revelou.
Mbappé falou também da sua rivalidade com Gvardiol.
"Começou na primeira mão. Foi num contra-ataque, ele fez-me uma entrada e gritou 'Yeah!'. Eu não esqueço essas coisas", recordou.
Mbappé lembrou ainda o duelo com Marrocos de Hakimi nas meias-finais do Mundial-2022.
"Jogávamos juntos Football Manager e falávamos todos os dias. Quanto mais avançávamos, mais percebíamos que podíamos defrontar-nos. Ele dizia-me 'nós vamos passar' e eu respondia-lhe 'nós também'. Mas nas meias-finais já não havia mais passar. Continuávamos a falar, mas já com um 'hmmm' no ar", revelou.
