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Mourinho fala dos "comentários estúpidos" sobre Pellegrini e avisa Raúl Asencio: "Não estou satisfeito"

José Mourinho é o treinador do Real Madrid
José Mourinho é o treinador do Real MadridDENIS DOYLE / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

O técnico português falou à comunicação social na antevisão do Betis-Real Madrid, que se disputa esta sexta-feira na Cartuja. Abordou a relação com Pellegrini e falou também dos problemas judiciais de Raúl Asencio.

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José Mourinho começou por falar de Raúl Asencio que foi multado por conduzir embriagado. "O clube abriu um processo. Eu, enquanto o processo está aberto, vejo-o como jogador do Real Madrid. Está lesionado e vai continuar assim durante mais algumas semanas. Isso ajuda-me a manter-me afastado deste problema".

E acrescentou: "Falei com ele quando cheguei, por causa de situações do passado. Desde que cheguei, já não falo mais de questões extra-desportivas. Em Valdebebas é um profissional exemplar, quando estava bem, ninguém treinava mais e melhor do que ele. Agora é o primeiro a chegar e o último a sair. Mas um jogador do Real Madrid é jogador do Real Madrid 24 horas por dia, sete dias por semana e 12 meses por ano. Tudo o que fazes fora, continua a ser Real Madrid. Continua a prejudicar o prestígio de um clube que é intocável. Não estou satisfeito e erros todos cometem, mas erros acumulados é diferente".

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Sobre o jogo em si, avaliou o nível do Betis. "Tem de ser um grande Real Madrid. O Betis é uma equipa muito boa. Para vencer tens de estar no teu melhor nível".

Enterrou também o machado de guerra com Pellegrini: "Não guardo rancor de nada porque não podemos voltar atrás no tempo. Há uma história tão longa no futebol que algumas coisas que dissemos e fizemos fazem-nos sentir idiotas. Já fiz comentários estúpidos. Se ele me ouvir, vai rir-se porque vai recordar que eu paguei por isso, no Chelsea, com o título (perdido para o Manchester City de Pellegrini, em 2014). Tratou-me como um verdadeiro cavalheiro, num particular entre o Betis e a Roma, com um árbitro que adorava o Betis. Estávamos com sete jogadores e ele disse aos seus jogadores para não nos pressionarem. Eles poderiam ter feito oito golos, mas fizeram apenas três. Um grande exemplo como treinador e como pessoa. O Betis é uma equipa muito boa".

E deixou palavras para a retirada de Messi da seleção argentina. "Falar de Messi é complicado. Não há palavras. Foi aquilo que vimos, é daqueles jogadores de quem vais sentir falta. Temos de ver algum jogo da MLS, que não me agrada muito. Há jogadores de quem sentes sempre falta. E este sabemos o que significa".

Igualmente, avaliou o nível da LaLiga e o papel da outra equipa da capital. "O Atlético de Madrid será candidato. Seguramente pensam e sentem que podem. Esta estabilidade de ter o mesmo treinador e mentalidade é uma força importante no futebol. Depois há equipas na Champions como o Betis ou o Villarreal que são fortes, veremos amanhã. Os bascos também, todos difíceis. Para mim não é uma Liga fácil".

Por outro lado, avaliou o trabalho dos jovens da formação. "Muitos trabalham comigo de forma regular, todos os dias. Outros vêm de vez em quando. Temos muita atenção com eles. Fizeram um grande trabalho nos últimos anos. Como resultado, o Thiago Pitarch subiu à equipa principal e os muitos milhões que o Madrid arrecadou com transferências destes jogadores. No fim, não são transferências porque o Madrid recupera esses jogadores quando os quer recuperar".