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Terá voltado a ser insubstituível? É uma questão legítima ao revermos os dois golos que marcou em Getafe e no Santiago Bernabéu nas duas últimas jornadas da LaLiga. Depois de ter perdido o lugar no onze esta época devido a um rendimento em queda, o lateral-direito do Atlético começa, aos poucos, a recuperar protagonismo.
Com a ausência de Marcos Llorente (suspenso) este fim de semana, é certo que vai assumir ainda mais protagonismo no corredor direito dos colchoneros... para o bem ou para o mal.
Bom a atacar, menos seguro a defender
Nahuel Molina tem características muito próprias. Nas suas primeiras épocas no clube (2022/2023), conseguiu fazer esquecer a saída de Kieran Trippier do lado direito, mas também desiludiu rapidamente. Apesar de ter boa capacidade de progressão e vontade de subir no terreno, comete muitos erros. Um problema para quem ocupa uma posição defensiva.
Os seus recuos defensivos nem sempre são negativos. Na verdade, é perfeitamente capaz de fazer bons cortes, recuperar bolas importantes e vencer duelos. No entanto, não é por acaso que Diego Simeone foi apostando cada vez mais em Llorente como ala, em vez do argentino.
Ainda atrás do seu colega na hierarquia, o jogador raramente faz um jogo completo atualmente. Contudo, os seus golos recentes – remates fortíssimos e colocados – devolveram-lhe o destaque.
Deverá ser titular frente ao Barça este sábado, tendo como principal missão garantir a solidez defensiva. Ainda assim, não se pode descartar que volte a brilhar no ataque. Cabe-lhe encontrar o equilíbrio. Mas, para um jogador por vezes irregular, esse objetivo pode revelar-se complicado.

Molina e a instabilidade
Já lá vão cerca de duas épocas em que o jogador alterna entre exibições de grande nível e erros comprometedores. Como já foi referido, tornou-se pouco habitual Molina completar os 90 minutos em campo. E, mesmo que isso tenha acontecido em março (frente a Oviedo, Real Sociedad, Getafe), não é algo garantido.
Além disso, as suas exibições nem sempre são equilibradas. Pode ser decisivo para o sucesso da equipa, mas também ficar para trás em todos os movimentos dos adversários. Isso custou-lhe caro na meia-final da segunda mão da Taça frente ao Barcelona (derrota por 3-0).
No entanto, no jogo da primeira mão em fevereiro, o defesa esteve em bom plano (4-0). Ainda assim, admitiu em conferência de imprensa ter ficado surpreendido com a titularidade frente aos Blaugranas. O mesmo não acontecerá este fim de semana.
Orgulhoso da boa fase que atravessa nas últimas semanas, vai marcar presença no relvado do Metropolitano. Talvez volte a impressionar os adeptos com a sua potência de remate.

