Nahuel Molina, a surpresa do final de época do Atlético de Madrid

Nahuel Molina a celebrar um dos seus golos pelo Atlético esta época
Nahuel Molina a celebrar um dos seus golos pelo Atlético esta épocaREUTERS/Violeta Santos Moura

À entrada de um mês intenso, marcado por três duelos diretos frente ao FC Barcelona, os colchoneros têm um grande desafio pela frente. E logo este sábado, na LaLiga. Com várias ausências no plantel, e numa fase positiva, Nahuel Molina pode muito bem continuar a surpreender no Atlético.

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Terá voltado a ser insubstituível? É uma questão legítima ao revermos os dois golos que marcou em Getafe e no Santiago Bernabéu nas duas últimas jornadas da LaLiga. Depois de ter perdido o lugar no onze esta época devido a um rendimento em queda, o lateral-direito do Atlético começa, aos poucos, a recuperar protagonismo.

Com a ausência de Marcos Llorente (suspenso) este fim de semana, é certo que vai assumir ainda mais protagonismo no corredor direito dos colchoneros... para o bem ou para o mal.

Bom a atacar, menos seguro a defender

Nahuel Molina tem características muito próprias. Nas suas primeiras épocas no clube (2022/2023), conseguiu fazer esquecer a saída de Kieran Trippier do lado direito, mas também desiludiu rapidamente. Apesar de ter boa capacidade de progressão e vontade de subir no terreno, comete muitos erros. Um problema para quem ocupa uma posição defensiva.

Os seus recuos defensivos nem sempre são negativos. Na verdade, é perfeitamente capaz de fazer bons cortes, recuperar bolas importantes e vencer duelos. No entanto, não é por acaso que Diego Simeone foi apostando cada vez mais em Llorente como ala, em vez do argentino.

Ainda atrás do seu colega na hierarquia, o jogador raramente faz um jogo completo atualmente. Contudo, os seus golos recentes – remates fortíssimos e colocados – devolveram-lhe o destaque.

Deverá ser titular frente ao Barça este sábado, tendo como principal missão garantir a solidez defensiva. Ainda assim, não se pode descartar que volte a brilhar no ataque. Cabe-lhe encontrar o equilíbrio. Mas, para um jogador por vezes irregular, esse objetivo pode revelar-se complicado.

Números de Nahuel Molina
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Molina e a instabilidade

Já lá vão cerca de duas épocas em que o jogador alterna entre exibições de grande nível e erros comprometedores. Como já foi referido, tornou-se pouco habitual Molina completar os 90 minutos em campo. E, mesmo que isso tenha acontecido em março (frente a Oviedo, Real Sociedad, Getafe), não é algo garantido.

Além disso, as suas exibições nem sempre são equilibradas. Pode ser decisivo para o sucesso da equipa, mas também ficar para trás em todos os movimentos dos adversários. Isso custou-lhe caro na meia-final da segunda mão da Taça frente ao Barcelona (derrota por 3-0).

No entanto, no jogo da primeira mão em fevereiro, o defesa esteve em bom plano (4-0). Ainda assim, admitiu em conferência de imprensa ter ficado surpreendido com a titularidade frente aos Blaugranas. O mesmo não acontecerá este fim de semana.

Orgulhoso da boa fase que atravessa nas últimas semanas, vai marcar presença no relvado do Metropolitano. Talvez volte a impressionar os adeptos com a sua potência de remate.

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