O aviso de Matías Almeyda em Sevilha: “A falta de união levou o River à descida”

Matías Almeyda, treinador do Sevilha
Matías Almeyda, treinador do SevilhaÓSCAR J BARROSO / SPAIN DPPI / DPPI VIA AFP

O momento do Sevilha na LaLiga continua a ser preocupante e, após mais uma derrota em casa, frente ao Celta de Vigo, a equipa ficou apenas a três pontos da zona de descida.

Neste contexto, Matías Almeyda falou de forma franca e traçou um paralelismo marcante com uma das experiências mais difíceis da sua carreira: a descida do River Plate em 2011.

Um momento limite no Sánchez-Pizjuán

Depois da derrota no Ramón Sánchez-Pizjuán, o treinador argentino reconheceu que a sua equipa enfrenta um problema estrutural que vai além do futebol. Segundo explicou, a falta de união interna é um fator decisivo, tal como aconteceu naquele River que perdeu a categoria.

Vivi situações quase piores do que esta e a falta de união levou um clube enorme como o River Plate à Segunda Divisão”, recordou Almeyda, deixando claro que ninguém dentro do plantel pode estar satisfeito com o momento atual.

“Não me vou render”

Longe de se mostrar derrotado, o técnico foi enfático quanto à sua postura perante a adversidade. Sublinhou que não é tempo de lamentações, mas sim de insistir e trabalhar com os recursos disponíveis.

Matías Almeyda explicou que convive com a pressão de forma constante e que dedica cada momento a pensar em como inverter a situação: a equipa tenta, procura soluções, mas os resultados não aparecem. Ainda assim, deixou claro que não pensa desistir enquanto houver margem para lutar.

Jovens, erros e trabalho como única saída

Outro dos pontos centrais do seu discurso foi o processo que atravessam os jogadores mais jovens do plantel. O treinador assumiu que os erros fazem parte do percurso e sublinhou que falar não basta se não vier acompanhado de trabalho diário.

Isto não se resolve a falar, resolve-se a trabalhar”, afirmou, convicto de que o compromisso e a persistência podem fazer a diferença num contexto adverso.

Um mercado condicionado pelo fator económico

Apesar de o mercado de transferências continuar aberto, tudo indica que o Sevilha não vai contratar reforços. Matías Almeyda foi claro e explicou que a situação financeira do clube limita qualquer possibilidade de acrescentar nomes ao plantel.

Nesse sentido, pediu calma e consciência do momento que a instituição atravessa, sublinhando que a dor deve servir de motor para reagir e não como âncora que afunde a equipa.

Números que preocupam, mas sem resignação

A marca é dura: apenas sete pontos conquistados nos últimos 33 em disputa. Ainda assim, Matías Almeyda procurou acalmar a ansiedade e lembrou que as contas só se fazem no final do campeonato.

Reconheceu que onze derrotas são demasiadas para qualquer equipa, mas insistiu que o único caminho possível é continuar a lutar, jogo a jogo, para evitar cair na zona vermelha.