Recorde aqui as incidências do encontro
Osasuna e Rayo Vallecano são equipas de autor. Arrasate e Francisco deixaram a sua marca e isso notou-se, talvez demasiado, no El Sadar. Especialistas táticos, cada um anulou as qualidades do outro. Se os franjirrojos queriam a bola, os rojillos tiravam. Mas como não estão habituados a criar perigo com posse de bola, os rayistas deixaram-nos ficar com ela sem grandes problemas.
Foi por isso que a primeira parte teve muitos minutos e poucas oportunidades, mas elas existiram. Duas, ambas para os visitantes e ambas de bola parada. A primeira, um livre magistralmente cobrado por Lejeune e que teve uma resposta ainda melhor de Sergio Herrera, que contou com a ajuda do poste para evitar o golo.
O segundo foi outro livre, desta vez levantado por Isi ao segundo poste, onde Mumin estava sozinho para empurrar a bola para a baliza... mas sabe-se lá como é que pôs o pé na bola, que acabou num dos anfiteatros do estádio.
Não houve mais nada de especial nos primeiros 45 minutos. E também não houve muito mais no recomeço, embora os homens de Arrasate tenham acelerado para acumular mais jogadores no meio-campo raiano. Foi preciso esperar até aos 71 minutos para ver o desvio de cabeça de David García dentro da área. Antes disso, Sergio Herrera voltou a negar um golo aos visitantes com uma boa intervenção sobre De Tomás.
Pelo menos a equipa da casa estava a mostrar uma intenção diferente, aparecia cada vez mais numa partida em que o Rayo estava a desaparecer. E foi no último minuto que o Osasuna foi premiado pela sua insistência. Moncayola poderia tê-lo conseguido aos 90 minutos, mas uma grande defesa de Dimitrievski impediu-o. Cinco minutos depois, chegaria o golo, definitivo e decisivo, obra de Raúl García de Haro, que ganhou na disputa a com Iván Balliu, ex-Estorial, à saída de um canto para apontar o seu primeiro golo no campeonato.
