Recorde as incidências do encontro
"É uma sensação de impotência, sem dúvida. O 2-5 não reflete o que foi o jogo, também devido às incidências que ocorreram. Há coisas que não se compreendem nem se explicam", declarou o treinador verdiblanco à DAZN no final do encontro.
O técnico bético apontou três lances que considerou determinantes: o golo anulado a Lo Celso, o golo do Barcelona em que, segundo a sua interpretação, um jogador blaugrana levantou o pé à altura da cabeça de um adversário, e a expulsão que deixou o Betis em inferioridade numérica.
"Anulou um golo de forma incrível, depois, no terceiro golo deles, põem o pé na cabeça... Na expulsão também participa o Lamine e poderiam ter mostrado cartões amarelos aos dois e pronto", explicou Pellegrini.
Golo anulado a Lo Celso
O técnico do Betis também se deteve no lance que impediu que o golo de Lo Celso subisse ao marcador. Pellegrini defendeu que o contacto com a mão de Cucho Hernández aconteceu depois de um empurrão e longe da baliza, pelo que não considerou que tivesse influência na jogada.
"O Cucho vai parar a bola com o peito, empurram-no e a bola bate-lhe na mão. A 30 metros da baliza, não tem influência nenhuma. Acho que isso limita o espetáculo", argumentou.
Na conferência de imprensa posterior, o chileno foi ainda mais contundente ao avaliar a atuação da equipa de arbitragem. "A verdade é que me pareceu uma atuação lamentável do árbitro, sem critério futebolístico. As suas decisões condicionaram o jogo", afirmou.

Pellegrini insistiu que o encontro ficou decidido com a expulsão e defendeu que o árbitro poderia ter resolvido o duelo entre Lamine Yamal e o jogador bético com uma advertência para cada um.
"O que decidiu o jogo foi a expulsão: o Lamine provoca-o e o outro respondeu. Nenhum dos dois faz falta, chama os dois e mostra cartões aos dois. Foi aí que o jogo terminou", sustentou.
Análise do jogo
Pellegrini também avaliou o rendimento dos seus jogadores frente ao Barcelona. O treinador destacou que a sua equipa deu luta ao conjunto blaugrana enquanto as duas equipas disputaram o encontro em igualdade numérica.
"Até ao 3-2, foi tudo muito equilibrado frente a uma grande equipa, que sem dúvida é a melhor do torneio", assinalou. Explicou também que o seu plano passava por ter mais presença com bola através de Fornals e Ceballos e recordou que o Betis chegou a dispor de uma oportunidade para passar para a frente.
O técnico voltou a lamentar que as decisões da arbitragem tivessem condicionado o desfecho de um jogo que considerou equilibrado. "Não há explicação, é lamentável termos ficado privados do espetáculo por causa desse lance irrelevante. Não havia razão para desequilibrar o jogo", concluiu.
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