"Pensamos que nestes dias podemos assinar um memorando que feche estes acordos e estas relações tão importantes que podem surgir entre Espanha e Moçambique", disse o diretor de Aprovisionamento, Compras e Energia do Grupo Pamesa, Javier Portalés, após um encontro com o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, em Maputo.
Segundo o responsável, o projeto será desenvolvido em parceria entre a Pamesa Cerámica, o Villarreal e o Estado moçambicano e prevê a criação de 10 escolas de futebol distribuídas por várias províncias do país, no quadro de um acordo de cooperação em preparação.
"Estamos em condições de arrancar com várias escolas. Concretamente, já estudámos que poderão ser dez escolas em Moçambique, repartidas por todo o país para começar a formar jovens no futebol e, sobretudo, a nível social e educativo", disse.
Javier Portalés acrescentou que o objetivo passa por formar jogadores com mentalidade vencedora para competir ao mais alto nível.
Também esta segunda-feira, Daniel Chapo recebeu o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, que considerou Moçambique um país com elevado potencial de desenvolvimento e destacou o diálogo nacional como um fator de estabilidade.
"Gostaria de felicitar o Presidente pelo diálogo nacional que estabeleceu no país. É importante tentar unir o povo e porque Moçambique é hoje visto como um país de enorme potencial", afirmou Tony Blair, presidente executivo do Tony Blair Institute for Global Change.
O antigo governante britânico defendeu que o potencial de Moçambique nos setores da energia, mineração, agricultura e turismo poderá impulsionar o desenvolvimento económico e melhorar as condições de vida da população, considerando o país "estrategicamente importante" em vários setores.
Em 16 de julho, o grupo espanhol Pamesa manifestou interesse em investir em projetos de gás natural liquefeito em Moçambique e criar escolas desportivas para a formação de crianças e jovens, após reunir, em Lisboa, com o Presidente moçambicano, Daniel Chapo.
