O clube galês levou o caso ao tribunal comercial de Nantes em 2023, reclamando perdas de receitas e outros prejuízos sofridos pelo Cardiff na sequência da morte do jogador, mas foi agora condenado a pagar ao clube francês 300 mil euros.
Sala, avançado de 28 anos, morreu quando o avião ligeiro que o transportava para a capital galesa caiu no Canal da Mancha, a 21 de janeiro de 2019, dois dias depois de ter assinado pelo então clube da Premier League.
Tanto ele como o piloto, David Ibbotson, perderam a vida.
Após uma análise realizada por um perito nomeado pelo Cardiff City, o clube estimou os prejuízos em 122 milhões de euros.
Desde a morte de Sala, o Cardiff foi despromovido da Premier League e compete atualmente no terceiro escalão do futebol inglês.
“Iniciámos este processo para que toda a verdade viesse ao de cima neste caso e por respeito à memória de Emiliano Sala”, afirmou a advogada do Cardiff, Celine Jones, após a sentença.
“Hoje, constatamos com amargura que os princípios de transparência, integridade e segurança no futebol profissional não prevaleceram nesta decisão”, acrescentou.
O Nantes, que luta pela manutenção na Ligue 1 esta época, saudou a decisão.
“O Nantes não é, de forma alguma, responsável pelo incidente ocorrido”, afirmou o advogado do clube, Jerome Marsaudon.
“Estamos satisfeitos por o tribunal nos ter ouvido e por ter confirmado isso de forma clara".
O Cardiff defendeu que o Nantes, através do intermediário e agente Willie McKay, foi o organizador do voo privado em que o futebolista seguia e que, caso a transferência fosse considerada válida à data do acidente pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), a questão em causa seria a organização desse voo.
Em 2022, o TAS decidiu que a transferência de Sala estava definitivamente concluída no momento da sua morte.
No ano seguinte, a FIFA ordenou ao Cardiff o pagamento do montante em falta da transferência de Sala, que ascendia a pouco mais de 11 milhões de euros, de um total de 17 milhões.
