"Vim para (...) tentar salvar o clube. Quando olhamos para os próximos nove jogos, não é nenhum presente, é quase uma missão impossível", explicou o bósnio, grande avançado do início da década de 1980 e treinador na época 2018/2019 dos Canários.
Aos jogadores, transmitiu uma mensagem muito clara: "Não vos posso prometer nada, exceto trabalho. Mas um bom trabalho".
Na décima sétima posição da Liga 1, o Nantes soma apenas 17 pontos após 25 jornadas, dois a menos do que o Auxerre, 16.º e virtualmente no play-off, e sete a menos do que o Nice, 15.º e primeiro fora da zona de despromoção.
"Será que vou conseguir? Isso é muito difícil (...) Sou corajoso, não tenho medo de nada. De qualquer forma, a minha carreira como treinador está terminada", sublinhou, ele que estava inativo há três anos, após terminar o contrato como selecionador do Marrocos.
Aliás, hesitou bastante antes de aceitar o cargo, acabando por seguir o coração. "Porquê é que vim? Muita gente faz a mesma pergunta, até eu. Alguns amigos disseram-me que não compreendem. Eu também compreendo", comentou a esse respeito.
"No início, quando (Nantes me) contactou, foi logo 'não'", acrescentou Halilhodzic. Perante a insistência da família Kita, proprietária do clube desde 2007, "precisei de três dias para dizer sim, no fim".
"É um clube que adoro, onde passei 17 anos, tenho muitos amigos aqui (...) Tenho o meu carácter, a minha abordagem, mas sou fiel e orgulhoso disso", acabou por explicar.
"O objetivo é recuperar o lugar de play-off. Esse é o primeiro objetivo. E o segundo, se possível, é ir mais além", detalhou.
Grande parte das hipóteses de manutenção do Nantes será decidida logo nos seus três primeiros jogos ao comando: a receção ao Estrasburgo, a 22 de março, seguida de duas deslocações a Metz (18.º) e Auxerre (16.º). "Nestes três jogos, podes ganhar esperança para ter a possibilidade de um feito", considerou.
