Ligue 1: Akliouche (Mónaco) tenta convencer Deschamps em novo duelo frente ao PSG

Maghnes Akliouche em ação na Liga dos Campeões
Maghnes Akliouche em ação na Liga dos CampeõesREUTERS/Alexandre Dimou

Depois de finalmente se tornar internacional A esta época, Maghnes Akliouche está a atravessar meses complicados no Mónaco. O playoff da Liga dos Campeões frente ao PSG revelou um regresso à boa forma, apesar dos problemas físicos. O terceiro jogo em três semanas contra os parisienses tem de ser sinónimo de exibição bem conseguida, pois está em jogo um lugar nos Estados Unidos para o jogador.

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A última convocatória antes da lista final para o Mundial aproxima-se rapidamente e, até ao playoff da Liga dos Campeões, o nome de Maghnes Akliouche era o mais provável de ser excluído por Didier Deschamps

Apesar do talento do jogador do Mónaco, o contexto desportivo e institucional do clube não lhe facilitou a vida para encontrar o ritmo certo. Hesitante e frequentemente limitado fisicamente, o esquerdino teve dificuldades nas decisões e na condução do jogo da sua equipa. No entanto, o jogo da segunda mão frente ao PSG permitiu-lhe mostrar a sua melhor versão. E isso pode mudar tudo para ele. 

Dois jogos bem conseguidos frente ao PSG

Com uma lesão na anca frente ao Nantes (saiu aos 43 minutos), Akliouche não participou na vitória em Lens (2-3) e ficou no banco na receção ao Angers (2-0). Entretanto, disputou os dois jogos europeus frente ao PSG, terminando com uma assistência no Louis-II e um golo no Parque dos Príncipes, que na altura significou prolongamento. 

Será que este confronto pode convencer o selecionador? O terceiro duelo com o PSG em três semanas será novamente complicado para Akliouche, que continua limitado fisicamente e, por isso, ainda procura ganhar ritmo ao longo do tempo. 

Os números de Akliouche
Os números de AklioucheOpta by Stats Perform

A onda de lesões e a mudança de treinador no Mónaco tiveram um duplo impacto negativo para o extremo direito. Por um lado, os automatismos nunca foram consistentes e, por outro, foi muito mais solicitado, correndo o risco de se desgastar. 

Agora com 24 anos, Akliouche entra nos seus melhores anos, com as responsabilidades que isso implica. Depois de esperar meses e meses nas categorias inferiores (29 internacionalizações somadas, dos sub-20 à seleção olímpica francesa), finalmente estreou-se nos A em setembro passado (5 internacionalizações). A sua única titularidade, no Azerbaijão (1-3), permitiu-lhe marcar o seu primeiro golo. Foi a 16 de novembro e já parece distante. 

Em concorrência com Rayan Cherki e Florian Thauvin, Akliouche está atrasado e precisa de assumir o comando da equipa do Mónaco para terminar em grande. Restam poucos jogos para o conseguir e o tempo está a esgotar-se.