Nantes 2-3 Estrasburgo
A derrota frente ao Angers na jornada anterior custou o cargo ao antigo técnico do Nantes, Ahmed Kantari, e Halilhodžić estava certamente determinado em iniciar a sua segunda passagem pelo clube com uma vitória importante na luta pela permanência. Os Canários entraram a todo o gás e, depois de dois primeiros avisos de Matthis Abline, colocaram-se em vantagem logo aos seis minutos, com Dehmaine Tabibou a fletir para dentro e a rematar colocado para o canto inferior, de fora da área. Mohamed Kaba ainda obrigou Mike Penders a uma defesa, com o Nantes a tentar aumentar a pressão, mas o Estrasburgo foi, aos poucos, ganhando espaço no encontro.

Valentín Barco, uma das figuras da equipa esta época, obrigou Anthony Lopes a uma grande intervenção ao segundo poste, após cabeceamento à queima-roupa, à medida que o Estrasburgo crescia com a aproximação do intervalo. Mesmo em cima do descanso, restabeleceu a igualdade graças a um belo golo de Maxi Oyedele. Afastado por lesão durante grande parte do tempo desde a sua chegada do Legia Varsóvia no verão passado, assinalou a sua primeira titularidade pelo clube com um remate sublime de trivela, após entrar na área.
Após o recomeço, o Nantes voltou a entrar forte e não demorou a recuperar a vantagem. Abline finalizou com frieza, desviando a bola para lá de Penders, mas o mérito também pertence a Chidozie, ex-FC Porto e Boavista, pelo passe em profundidade perfeito. Antes do apito inicial, o Nantes tinha um dos piores registos ofensivos da liga (22 golos), mas mostrou muito mais capacidade atacante do que o habitual, registando mais remates enquadrados do que em qualquer outro jogo em casa nesta temporada. Deveria ter sentenciado o encontro pouco antes do quarto de hora da segunda parte, mas Ignatius Ganago acertou no poste quando estava isolado perante Penders.
Apesar de ter ficado novamente em desvantagem, o Estrasburgo não aumentou de imediato o ritmo, mas a entrada de Panichelli acabou por fazer a diferença. A um golo do melhor marcador da Ligue 1, Mason Greenwood, antes do jogo, o argentino igualou essa marca ao apontar o seu 15.º golo da época, com um remate potente à boca da baliza.
Sem se dar por vencido, o Nantes continuou perigoso, com Penders e o poste a negarem o golo a Ganago. Quando tudo parecia encaminhado para um empate, Panichelli voltou a marcar, após duas boas defesas de Anthony Lopes, consumando a reviravolta.
Com este resultado, o Nantes fica a cinco pontos do Auxerre, que ocupa o lugar de play-off de despromoção, embora Halilhodžić possa retirar alguns aspetos positivos desta partida. Já o Estrasburgo soma nove jogos consecutivos sem perder em todas as competições e reduz para seis pontos a distância para o top-6.

Marselha 1-2 Lille
Grande clássico da Ligue 1 esta tarde no Estádio Vélodrome. Depois da derrota do Lyon frente ao Mónaco, o Olympique de Marselha podia fazer uma grande operação na corrida à qualificação para a Liga dos Campeões. Bastava vencer o Lille, eliminado esta semana da Liga Europa, e que por isso ia apostar tudo nesta reta final da Ligue 1.

Mas era preciso jogar com inteligência, o que não foi o caso de Nathan Ngoy, que viu o cartão amarelo em menos de um minuto. Ngalayel Mukau, bem assistido por Félix Correia, quase inaugurou o marcador com um remate desviado. Logo a seguir, um remate de primeira de Thomas Meunier provocou um grande susto. Apesar disto, o início do jogo, debaixo de chuva no Vélodrome, não estava a ser muito animado e uma falta cínica de Calvin Verdonk originou uma confusão e uma distribuição de cartões amarelos. A vítima, Mason Greenwood, teve de abandonar o relvado.
O Lille entrou então numa fase de domínio, ainda que relativamente estéril, e apesar de estar a ganhar a batalha do meio-campo, as verdadeiras oportunidades continuavam a faltar. O Marselha tentou então reagir depois da meia hora e conseguiu mesmo pouco antes do intervalo, quando Paixão finalmente encontrou espaço na ala esquerda e deixou a defesa para trás para servir Ethan Nwanieri lançado pelo centro, recém-entrado e concentrado para inaugurar o marcador.
Após um intervalo marcado pelo anúncio da retirada de Dimitri Payet, o Marselha regressou com as melhores intenções. Quinten Timber não demorou a criar perigo, mas bastou uma oportunidade paara Thomas Meunier aproveitar alguma apatia da defesa marselhesa, recuperar uma bola perdida e bater um Geronimo Rulli impotente.
O Lille relançou-se por completo e chegou ao segundo golo pouco depois por Matías Fernández-Pardo, mas o VAR salvou o OM. A entrada de Amine Gouiri deu novo fôlego ao OM, que voltou a criar perigo. O Lille respondeu ao lançar Olivier Giroud, e o jogo ficou ao rubro. Após vários minutos de sufoco, Hákon Arnar Haraldsson esteve perto de decidir, bem assistido por Nabil Bentaleb, mas Rulli evitou o desastre. No entanto, logo a seguir, Olivier Giroud elevou-se para cabecear um cruzamento perfeito de Meunier. Um golo que praticamente selou a vitória.
Vitória por 1-2 do Lille, que assinou um golpe perfeito e ficou a dois pontos do Marselha, que continua em terceiro, mas vê a sua posição cada vez mais ameaçada. Terá a corrida à Liga dos Campeões mudado de rumo esta noite?
Lyon 1-2 Monaco
O encontro começou a todo o gás no Groupama Stadium. O jogo foi de uma área à outra, mas nenhuma das equipas consegue marcar. Foi Maghnès Akliouche a criar o primeiro lance de perigo, aos 16 minutos, mas Dominik Greif levou a melhor no duelo. Na resposta, Endrick tentou a sua sorte, mas também aqui Lukas Hradecky defendeu. Pavel Sulc falhou o cabeceamento logo a seguir, numa altura em que o perigo rondou a baliza monegasca.

Seguiu-se uma fase de maior domínio do Lyon, mas falta eficácia e a turma do Principado aproveitou para manter-se no jogo, imprimindo muito ritmo com e sem bola. Perto do intervalo, os visitantes mostraram-se mais ameaçadores: Folarin Balogun cabeceiou, mas Greif segurou. O OL voltou a carregar e aumentou a pressão sobre a baliza adversária. E, no momento ideal, o checo Pavel Sulc finalizou de forma exemplar um cruzamento atrasado de Endrick aos 42 minutos. Corentin Tolisso esteve mesmo muito perto de aumentar a vantagem nos descontos, mas o seu remate esbarrou no poste.
Após o regresso dos balneários, o jogo mudou completamente. O Monaco entrou muito melhor e assumiu o controlo da partida. Apesar de Endrick quase surpreender Hradecky pouco antes da hora de jogo, os gones sentiram dificuldades e não conseguiram afastar o perigo de forma consistente. Com naturalidade, Akliouche empatou num grande lance individual: o internacional francês recebeu um passe longo junto à área enviado por Jordan Teze, fintou o adversário direto e bateu Greif.
O Lyon não conseguiu reagir e continuou a sofrer. Akliouche voltou a aproveitar cerca de dez minutos depois, forçando a defesa contrária ao erro. O árbitro assinalou grande penalidade e Balogun assumiu a responsabilidade, enganando o guarda-redes para assinalar a reviravolta. Depois disso, os monegascos continuaram a pressionar e a criarem oportunidades claras. A turma de Paulo Fonseca resistiu de forma algo miraculosa, mas tudo ruiu quando Nicolas Tagliafico foi justamente expulso por uma entrada muito dura aos 90 minutos. O árbitro François Letexier não hesitou e também não hesitou ao mostrar o cartão vermelho ao treinador monegasco Sébastien Pocognoli, numa altura em que a tensão entre os dois bancos era evidente.
Um dos adjuntos de Paulo Fonseca também teve de abandonar o banco um pouco antes, quando foi assinalado o penálti a favor do Monaco. Um golo decisivo, já que nenhuma das equipas conseguiu alterar o resultado até ao fim dos oito minutos de compensação, apesar das oportunidades do Lyon.
