Recorde as incidências do encontro
Em Bollaert, o RC Lens viveu um dos jogos mais loucos da sua temporada. A perder por 2-0 logo aos 13 minutos, frente a um Toulouse sedutor e incisivo, o clube do norte de França soube ir buscar forças para dar a volta ao marcador e vencer por 3-2 no final de um encontro completamente frenético.

O Toulouse entrou forte e marcou cedo, aproveitando um início de jogo catastrófico dos homens da casa. Logo aos 5 minutos, Casseres assumiu a responsabilidade e disparou um remate potentíssimo de quase trinta metros. A bola acabou no fundo das redes, com Romain Risser a falhar a abordagem ao lance. Um golo inesperado que colocou o Toulouse na frente.
Os Sang et Or tentaram reagir de imediato. Aos 8 minutos, a defesa do Toulouse foi apanhada desprevenida num passe longo, deixando Saïd isolado na área. O avançado rematou de pé direito, mas não conseguiu bater Restes, atento sobre a linha de baliza.
O perigo foi afastado e, logo de seguida, o Toulouse voltou a marcar. Aos 13 minutos, na sequência de um canto, Hidalgo colocou a bola ao segundo poste, onde Koumbassa apareceu para cabecear para o fundo das redes para o 2-0.
Um cartão vermelho que mudou o rumo do jogo
Mas o encontro mudou aos 17 minutos. Gboho, num gesto imprudente e irresponsável, acertou com os pitons na canela de Thomasson. O árbitro exibiu de imediato o cartão vermelho, depois de consultar o VAR, numa decisão totalmente acertada. O Toulouse ficou reduzido a dez, e o Lens percebeu que tinha uma oportunidade para voltar ao jogo.
Os Sang et Or assumiram o controlo. Saïd esteve perto de reduzir de cabeça, mas a bola saiu ao lado (20’). Logo a seguir, Udol tentou dois remates consecutivos que obrigaram Restes a duas grandes defesas (21’). O Lens cercava a área adversária, criava ocasiões e forçava o guarda-redes do Toulouse a intervir várias vezes.
Aos 29 minutos, Sotoca ainda colocou a bola na baliza, de cabeça, após cruzamento de Udol, mas o árbitro assinalou falta por apoio nas costas de Cresswell. O VAR confirmou a decisão. A frustração aumentava.
O Lens regressou dos balneários com a mesma atitude e voltou a carregar desde cedo. Saïd obrigou Restes a nova defesa com um bom cabeceamento (53’), antes de Thomasson cabecear para defesa segura do guarda-redes (56’). A pressão era constante e a questão deixava de ser “se” o Lens iria marcar, mas “quando”.
A resposta surgiu aos 61 minutos. Saint-Maximin cruzou com precisão da esquerda e Abdulhamid apareceu ao segundo poste para cabecear para o 2-1, surpreendendo Restes. O Bollaert explodiu e o Lens, empurrado pelos adeptos, intensificou ainda mais o seu jogo.
Seis minutos depois, o empate chegou. Sarr rematou, Restes defendeu, mas Thomasson estava no sítio certo para fazer o 2-2 (67’). O Lens anulava uma desvantagem de dois golos.
A equipa da casa não abrandou e continuou à procura da vitória. Aos 70 minutos, novo cruzamento de Saint-Maximin encontrou Thomasson, que cabeceou à barra. O médio estava em destaque e voltou a ameaçar aos 82’, mas Restes evitou o pior para o Toulouse.
O golo da vitória apareceu já nos descontos. Na sequência de um canto, Ganiou elevou-se mais alto que todos e cabeceou para o ângulo, sem hipóteses para Restes (90’+1). O Bollaert entrou em euforia.
Depois de estar a perder por 2-0 ao intervalo, o Lens conseguiu uma reviravolta incrível, aproveitando a expulsão de Gboho para vencer por 3-2 num jogo absolutamente caótico. Um triunfo que coloca pressão sobre o PSG, que recebe o Lyon este domingo.

