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O alívio é notório para Paulo Fonseca. Após meses a lidar com ausências, o diagnóstico é claro: "Pela primeira vez, temos mais opções: todo o grupo está disponível", congratula-se, sublinhando que Ruben Kluivert, Rémi Himbert e Malick Fofana continuam de fora, enquanto Nicolas Tagliafico está suspenso. Este luxo, que parecia inalcançável há poucas semanas, muda radicalmente o panorama para um projeto que, como o próprio treinador admitiu, "começou do zero" no início da época.
O fim das soluções improvisadas
Nas últimas semanas, o plantel lyonnais acumulou lesões musculares, consequência de um grupo reduzido e de uma sequência de jogos que desgasta, com a equipa ainda envolvida em três frentes até há pouco tempo. Esta escassez de jogadores experientes teve impacto direto na gestão das fases finais dos jogos. O treinador recorda com amargura esses períodos difíceis em que o banco era "composto por miúdos, jovens da equipa de reservas".
Em contextos de jogos tensos, bloqueados a 0-0 ou 1-0, lançar estes jovens em campo representava um risco que o treinador nem sempre podia correr, limitando assim as suas opções técnicas: "Não se pode, por isso, fazer sempre as cinco substituições; são decisões difíceis de tomar". Agora, com o regresso dos jogadores mais experientes, o Lyon volta a ter capacidade para fechar os jogos ou dar-lhes outra dinâmica na segunda parte.
Regresso da competitividade
O regresso dos principais jogadores funciona agora como um catalisador. A ausência de perfis capazes de criar desequilíbrios individuais, como Ernest Nuamah, pesou bastante na animação ofensiva. "Quando vejo o Ernest em campo, penso que é este tipo de jogadores que faz a diferença, e a sua ausência prejudicou-nos", analisa Paulo Fonseca com lucidez. Para ele, a chave do sucesso está nesta competitividade reencontrada: "As equipas tornam-se mais fortes quando existe concorrência em todos os lugares".

Nesta busca pelo rendimento, o treinador também foi honesto ao abordar o caso de Afonso Moreira. Admitindo ter "forçado e apressado o seu regresso" por necessidade, isenta a sua equipa médica e assume sozinho a responsabilidade por essa decisão precipitada. O seu regresso, tal como o de Pavel Sulc, que ajudou a República Checa a qualificar-se para o Mundial durante a pausa, assim como os de Ainsley Maitland-Niles e Tyler Morton, vão trazer grandes benefícios ao plantel do Lyon.
Um calendário mais leve para um "desfecho magnífico"
Outra grande vantagem deste final de época está num calendário mais acessível. Com apenas um jogo por semana, o Lyon pode otimizar a recuperação, longe dos tempos difíceis em que Paulo Fonseca tinha "apenas sete jogadores no treino". Este ritmo permite estabilizar os jogadores e abordar cada partida com máxima intensidade.

O objetivo está agora bem definido: transformar este plantel recuperado num bilhete para a Liga dos Campeões. "Estamos aqui, em quarto, e temos de tentar tudo", insiste o técnico. "Agora que cá estamos, temos de fazer tudo para garantir esta qualificação. Seria um desfecho magnífico, verdadeiramente magnífico. Muitas equipas têm a mesma ambição, mas estamos aqui, em quarto, e temos de tentar tudo. Isso traz-nos uma pressão muito positiva".
Em Angers, portanto, "é o primeiro dos sete jogos do sprint final" para o Lyon. "Temos de fazer um sprint melhor do que os nossos adversários. Os últimos jogos são difíceis para todos, mas se queremos terminar o campeonato em grande, temos de vencer já no domingo", conclui o técnico português.
