Ligue 1: Marselha vence Metz (3-1) e sobe ao terceiro lugar

Marselha celebrou os três pontos
Marselha celebrou os três pontosREUTERS/Alexandre Dimou

A vitória e nada mais: o Marselha não dominou o encontro como se esperava, mas soma na mesma três pontos diante de uma equipa do Metz combativa. Suficiente para regressar provisoriamente ao pódio da Ligue 1.

Marselha 3-1 Metz

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As notas dos jogadoresFlashscore

A derrota no Mónaco, no domingo, foi um péssimo resultado para o Marselha, permitindo a outro candidato entrar na luta pela Liga dos Campeões. O OM tinha de aproveitar a receção ao lanterna-vermelha para somar pontos e golos, ainda mais depois da surpreendente derrota dos monegascos com o Paris FC ao final da tarde desta sexta-feira, mas o Metz jogava uma das suas últimas cartas para tentar uma manutenção cada vez mais improvável.

Como se previa, o Marselha entrou a pressionar, mas de forma demasiado confusa. Uma enorme falha na saída de bola de Sadibou Sané ofereceu a primeira oportunidade a Pierre-Emerick Aubameyang, mas o gabonês não conseguiu aproveitar (8'). A segunda, porém, foi de sucesso para ele, no final de um contra-ataque fulminante que fez explodir o Vélodrome (13').

Mas foi apenas um lampejo num mar de mediocridade. Como quando Amine Gouiri, servido de forma magistral por Aubameyang, atirou a bola para as nuvens (21'). Ou quando Mason Greenwood não acertou na baliza em várias ocasiões. E quando Pierre-Emerick Aubameyang finalmente bisou, o lance foi anulado por fora de jogo (33').

No meio deste festival de oportunidades desperdiçadas, o Metz acreditava que podia surpreender. Os lorenos subiram no relvado, ganharam confiança até que Gauthier Hein acertou no poste mesmo antes do intervalo. O Marselha recolheu aos balneários em vantagem, é certo, mas a exibição deixava a desejar (1-0).

Em menos de três minutos, o Vélodrome pensava poder finalmente relaxar. Um passe milimétrico de Greenwood para Igor Paixão, que fez um chapéu perfeito a Pape Sy. Pensava-se que o mais difícil estava feito.

Erro, pois Georgiy Tsitaishvili, logo no recomeço, infiltrou-se numa defesa subitamente apática e relançou o jogo para espanto geral. Um golo que devolveu por completo a ambição aos jogadores do Metz, que passaram a acreditar e a procurar o empate com determinação. O Marselha percebeu finalmente o perigo real, e Pape Sy foi chamado a intervir rapidamente num remate em arco de Greenwood, e logo a seguir numa cabeçada à queima-roupa de Leo Balerdi (60').

O jogo tornou-se verdadeiramente emocionante, e Geronimo Rulli teve de sair rapidamente da baliza para travar Jessy Deminguet. As oportunidades sucediam-se para ambos os lados, o Marselha mantinha o domínio mas a tranquilidade não existia. O desfile de substituições intensificou-se, mas o final do jogo manteve-se incerto: ninguém se expunha totalmente, à espera do erro do adversário.

A tensão atingiu o auge, e com ela veio a falta de controlo técnico. Apesar da evidente entrega, o Metz já não conseguia reagir e regressaria à Lorena com a bagagem cheia de arrependimento após o golo de Hamed Junior Traoré nos descontos. O OM venceu, sem convencer, sem brilho, mas arrecadou três pontos de peso: o terceiro lugar volta a ser do Marselha, mas por quanto tempo...

Os números da partida
Os números da partidaOpta by Stats Perform

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