Recorde aqui as incidências do encontro
O Mónaco dominou os primeiros minutos e esteve perto de abanar as redes logo cedo, com um cabeceamento demasiado alto de Denis Zakaria. A resposta parisiense foi fulminante e Achraf Hakimi esteve também muito perto de inaugurar o marcador. Maghnes Akliouche estava muito ativo, mas não tanto como Khvicha Kvaratskhelia, que protagonizava um verdadeiro espetáculo na ala esquerda e ofereceu uma bola a Nuno Mendes, sem sucesso.

Os anfitriões começavam a controlar o jogo, o georgiano quase marcava, mas foi travado em cima da linha por Thilo Kehrer, e quem acabou por marcador foi... o Mónaco, quando Akliouche aproveitou uma perda de bola de Warren Zaïre-Emery para bater Matveï Safonov.
O Parque dos Príncipes ficou gelado. E o PSG tentou reagir de imediato, mas de forma demasiado desorganizado. Determinado, Bradley Barcola perdia-se em indecisões e o Mónaco fechava-se cada vez mais. Uma estratégia eficaz: pela quarta vez em quatro confrontos esta época, o clube do Principado inaugurou o marcador e foi para o intervalo a vencer.
Mónaco eficaz e com sorte
Na segunda parte, o PSG precisava de aumentar a intensidade para inverter o resultado. Kvaratskhelia era o primeiro a avançar e atacava sem descanso a defesa adversária, mas isso não resultava em grandes oportunidades. Pior ainda, uma bola perdida na área parisiense foi aproveitada por Aleksandr Golovin, acabado de entrar, que deu um duro golpe às aspirações do PSG.
O russo esteve mesmo perto de sentenciar o jogo logo a seguir, com um remate magnífico que Safonov defendeu com dificuldade. Sem alternativa, Luis Enrique lançou Ousmane Dembélé e o conjunto parisiense ganhou nova energia. Mas a finalização continuava a falhar, sobretudo num excelente remate de Barcola que saiu por cima. Ainda assim, foi ele quem relançou o jogo, sozinho ao segundo poste, com um remate seco.
Mas o Mónaco não se deixou abater. Lamine Camara protagonizou uma grande arrancada e um belo remate, bem defendido por Safonov. O guarda-redes russo nada pôde fazer perante o remate de Folarin Balogun, desviado por Nuno Mendes, que praticamente decidiu o jogo, mal este tinha sido relançado.
Mesmo com Dembélé e Gonçalo Ramos em campo, era difícil imaginar a reviravolta. O vencedor da Bola de Ouro criou várias oportunidades, mas o Mónaco esteve perto de marcar o quarto golo quando Simon Adingra acertou com estrondo na barra de Safonov. O PSG nunca conseguiu reagir e acabou por ceder uma derrota 1-3 totalmente justa. Não é a melhor forma de preparar o confronto com o Chelsea na Liga dos Campeões. Para o Mónaco, a luta por um lugar europeu está verdadeiramente relançada após um autêntico espetáculo no Parque. E terá relançado também a Ligue 1?
