Recorde aqui as incidências do encontro
Com o acesso à Liga dos Campeões no horizonte, o Monaco surgiu transfigurado em relação ao último mês, apresentando-se com uma personalidade que colocou o Marselha em sentido. Mesmo sem Paul Pogba, que começou no banco, e Mason Greenwood, ausente por suspensão, o espetáculo não foi beliscado por um relvado encharcado que exigiu o máximo dos intervenientes.

Os primeiros quinze minutos foram frenéticos, com Maghnes Akliouche e Hamed Traoré a testarem a atenção de Geronimo Rulli e Lukás Hrádecky. No entanto, após o fulgor inicial, a partida tornou-se num xadrez tático, com as duas equipas a privilegiarem a segurança defensiva. Igor Paixão ainda tentou agitar as águas para os anfitriões antes do descanso, mas o nulo persistiu até ao intervalo.
Eficácia monegasca dita leis
O segundo tempo trouxe a versão mais pragmática do Monaco. Depois de uma situação polémica na área marselhesa, Akliouche desenhou a jogada do primeiro golo: descobriu Jordan Teze no espaço, que serviu Aleksandr Golovin para o remate certeiro que inaugurou o marcador.
O Marselha reagiu e lançou-se ao ataque, com Hojbjerg e Igor Paixão a obrigarem Hrádecký a intervenções de alto nível. Contudo, um erro individual de Benjamin Pavard revelou-se fatal. Folarin Balogun aproveitou a oferta, antecipou-se a Egan-Riley e, com um chapéu delicioso sobre Rulli, dilatou a vantagem para 2-0.
A equipa da casa ainda tentou o tudo por tudo e conseguiu reduzir a diferença por Amine Gouiri, que finalizou com a ponta da bota após aparecer nas costas da defesa. O final do encontro foi frenético, com Hrádecky a brilhar perante Facundo Medina e Jordan Teze a salvar em cima da linha um cabeceamento de Aubameyang para segurar a vantagem.
Apesar da pressão final, o Marselha reagiu demasiado tarde. O Monaco segurou os três pontos e relançou definitivamente a corrida pelos lugares de elite, transformando o topo da classificação francesa num autêntico campo de batalha pela Europa.

