Recorde as incidências da partida
De acordo com a imprensa local, o episódio ocorreu após o terceiro golo da equipa celeste, marcado aos 51 minutos. Nesse momento, o avançado terá dirigido uma expressão discriminatória ao defesa brasileiro, ex-Fluminense, Chapecoense e Goiás.
De acordo com a denúncia, Coronel teria dito em português "és um macaco", o que gerou uma reação imediata dentro do campo. Após o suposto insulto, Cristiano da Silva dirigiu-se primeiro à árbitra auxiliar e, posteriormente, ao árbitro principal para denunciar o ocorrido.
Diante da acusação, o árbitro decidiu ativar o protocolo contra atos de discriminação, o que provocou discussões, empurrões e um clima de alta tensão entre os jogadores de ambos os clubes.
Tensão continuou fora do campo
O conflito não terminou com o final da partida. Já na zona dos balneários, o brasileiro foi procurar o argentino para pedir explicações. A situação gerou um novo confronto entre os jogadores e foi necessária a intervenção de membros de ambas as equipas para evitar que a situação se agravasse.
Investigação dos organizadores
Após o ocorrido, a organização do campeonato anunciou que o caso será analisado pela Comissão Disciplinar da Liga de Futebol Profissional do Peru. Em comunicado oficial, a entidade expressou a sua posição em relação ao episódio.
“Rejeitamos categoricamente qualquer ato de discriminação dentro e fora dos estádios. O caso será avaliado pela Comissão Disciplinar e, se os factos forem confirmados, serão aplicadas as sanções correspondentes”, anunciaram.
Já o Sporting Cristal também se pronunciou publicamente e apoiou o seu jogador.
A instituição condenou o suposto insulto racista e pediu que as autoridades desportivas investiguem o caso rapidamente. No comunicado, o clube afirmou que mantém uma posição firme contra qualquer tipo de discriminação e exigiu que sejam tomadas as medidas disciplinares necessárias se a denúncia for comprovada.
