Chegou a quinta jornada e com ela os golos apontados com remates fora de área e acima de tudo a observação da abrupta queda tão falada influência do fator-casa.
Dos quatro encontros desta ronda da fase de promoção, três deles foram vencidos pelos visitantes, permitindo assim perceber que as equipas mais fortes estão a conseguir fazer valer os seus argumentos, independentemente do campo onde jogam.
Tendo em conta a classificação após esta ronda, Trofense e Mafra começam a perder terreno para o pelotão da frente, ficando assim numa posição de pressão. Se quiserem manter as aspirações aos lugares de subida, vão ter de entrar na rota das vitórias.
Varzim 0-1 Académica

A Académica iniciou o jogo com o mesmo onze inicial da ronda anterior e com a mesma estrutura de 4-3-3. O Varzim manteve também a estrutura usada nesta fase final, o 5-4-1.
O jogo teve um registo de equilíbrio, desde o início, com a Académica a tentar condicionar o Varzim logo na saída do guarda-redes, mas nem sempre com sucesso pois o Varzim foi encontrando os seus médios para ligar jogo.
Com bola a Académica ia construindo a 3, com Leandro a baixar para a linha dos centrais, de forma a criar superioridade numérica naquela zona do terreno. Mas na primeira parte o Varzim esteve sempre muito confortável sem bola e nas suas zonas de pressão.
O início da segunda parte ficou marcado pela entrada na Académica de Sinisterra para o lugar de Montez. Sinisterra que jogou apenas 1 minuto porque teve de sair devido a lesão. O treinador António Barbosa foi obrigado a voltar a mexer e colocou Xavier em jogo. Com estas alterações a Académica passou a jogar com Xavier próximo de Cuba e Leandro a jogar lado a lado com Marcos Paulo.
Na segunda parte existiram dois momentos-chave separados por dez minutos: ao minuto 57 o Varzim, que tinha entrado muito bem em campo, teve um golo anulado pelo VAR, o que aparentemente mexeu com a equipa que a partir daí perdeu a consistência. Passados dez minutos Edson Farias tirou da cartola um remate tremendo e fez o golo da Académica e resolveu o jogo, já que os estudantes souberam gerir o resultado até final.

Mafra 1-2 Vitória SC B

Frente a frente dois projetos distintos, mas ambos com o mesmo objetivo, o de subir à Liga 2. Do lado do Mafra uma aposta clara em jogadores maduros, muitos com experiência de Liga 2 e com um investimento elevado, demonstrando um claro intuito de regressar rapidamente ao escalão acima. Do lado do Vitória SC B, jogadores mais jovens, com enorme potencial, inseridos num projeto de evolução de forma a dar todas as condições a estes jogadores de chegarem à primeira equipa.
As duas equipas começaram o jogo com as ideias e estruturas de jogo que têm vindo a apresentar nesta fase. O Mafra com o seu jogo mais vertical e o Vitória B jogando um futebol mais associativo.

A primeira grande oportunidade de golo foi do Mafra, mas as duas equipas foram sempre muito equilibradas com um grande momento individual de Miguel Nogueira a permitir que o Vitória B fosse para o intervalo a ganhar.
Ao minuto 54 o Vitória B ficou com um jogador a menos e enquanto ainda se ajustava estruturalmente quando o Mafra fez o seu golo. O Vitória B, sem bola, acabou por se organizar num 5-3-1, num bloco mais baixo, enquanto o Mafra fez entrar Fati para jogar perto de Niang, tendo assim mais presença em zonas de finalização.
O Mafra criou várias oportunidades de golo, mas não conseguiu concretizar nenhuma delas. O Vitória B manteve as suas linhas bem juntas e com um espírito de entreajuda bastante elevado, que lhe permitiu marcar nos descontos, conquistando assim os 3 pontos.

Amarante 1-0 Trofense

O Trofense, que chegou a esta jornada como a única equipa sem vitórias, tentou desde início assumir o jogo, tendo bola e tentando criar superioridade nos corredores acelerando o jogo a partir daí. Trofense que, ao minuto nove, foi obrigado a fazer uma alteração forçada por lesão, saindo o defesa Joel e entrando Saldanha, que teve de se adaptar ao lado esquerdo da defesa, por não ser essa a sua posição habitual.
Tendo em conta que a largura no Trofense é assegurada pelos laterais, perder um pé esquerdo no corredor desse lado, foi algo que mexeu na dinâmica ofensiva.

O Amarante não entrou bem, nos primeiros 20 minutos teve sempre dificuldades em chegar à área adversária, mas depois conseguiu equilibrar o jogo, mantendo-se esse registo até ao intervalo.
Na segunda parte as equipas arriscaram pouco e nunca quiseram expor-se demasiado. O jogo muito disputado no setor intermédio com muitos duelos, sem superioridade real de uma das equipas.
No final do jogo, o Amarante acabou por ser mais feliz e fez o golo da vitória por intermédio do seu capitão João Filipe, numa bola parada.

União Santarém 0-2 Belenenses

O União de Santarém a jogar em casa fez uma alteração significativa no seu onze inicial, ao iniciar o jogo com Koume, mexendo no trio da frente que tinha sido sempre titular. Águas, que normalmente jogava numa das posições da ataque, começou por jogar como lateral-direito, numa linha de 5.
O Belenenses chegou a Santarém a jogar com uma linha de 5 defesas no momento defensivo, encaixando Diogo Paulo nessa linha de cinco. Foi alternando a sua construção a quatro, como é hábito, com uma construção a três, fornecendo assim um pé esquerdo na primeira fase de construção, ajustando a relação numérica nessa zona do terreno. De realçar também o regresso à titularidade de Tiago Morgado.
Ainda as equipas estavam a ajustar-se e o Belenenses já estava a fazer o seu primeiro golo, num cruzamento pela direita que atravessou a área, com Diogo Leitão a antecipar-se a Águas para marcar.
No primeiro tempo o Belenenses esteve confortável com bola, conseguindo ligar várias vezes o seu jogo por dentro e por fora, criando oportunidades, inclusive uma grande penalidade que não conseguiu concretizar.
A equipa de Santarém iniciou a segunda parte a conseguir chegar por fora ao último terço, tendo tido vários cruzamentos para a área tornando o jogo muito mais aberto, mas ao minuto 61 Eduardo fez o segundo golo do Belenenses.
O Belenenses foi fazendo as suas alterações mas sempre a manter a estrutura e forma de jogar, controlando os ritmos do jogo, e as ações do adversário, garantindo uma vitória justa.

Destaques
Miguel Nogueira (Vitória SC B)
Deu continuidade às excelentes exibições das primeiras jornadas, ao apontar os dois golos da sua equipa. O primeiro, de belo efeito, num remate fora de área e o segundo já nos descontos, confirmando os 3 pontos da sua equipa.

João Filipe (Amarante)
O defesa central, capitão de equipa, que fez um jogo sempre seguro com bola e forte nos duelos defensivos, liderou a sua linha defensiva com mestria e ainda foi fazer o golo da vitória do Amarante, já nos descontos.
Diogo Leitão (Belenenses)
Apontou um golo e esteve envolvido na jogada que originou o outro golo da sua equipa. Esteve sempre a um nível bastante alto em toda a partida, tendo sido uma das referências ofensivas da sua equipa.


