Siga o Shakhtar - AZ Alkmaar no Flashscore
O Shakhtar terá pela frente o AZ Alkmaar nos quartos de final da Liga Conferência, com o jogo da primeira mão marcado para esta quinta-feira.
Além de projetar o confronto contra os neerlandeses, o ex-vascaíno detalhou os desafios de atuar num país que atravessa um cenário de guerra e relembrou a sua passagem pela seleção brasileira.
O regresso de Marlon Gomes
A última atuação de Marlon Gomes pelo Shakhtar Donetsk ocorreu no jogo da primeira mão dos oitavos de final, contra o Lech Poznan, da Polónia. Mesmo em campo durante apenas nove minutos, o médio foi decisivo ao assinar um dos golos da partida, mas precisou de ser substituído ainda na etapa inicial devido a uma lesão na face posterior da coxa.
“Fiz uma boa exibição e, infelizmente, senti uma dor e acabei por sair. Agora estou de volta, em fase de transição para o campo. Acho que no primeiro jogo (contra o AZ) ainda não vou conseguir estar com a equipa, mas já participo em tudo”, afirmou Marlon ao Flashscore.
Projeção contra o AZ Alkmaar
Como deve estar apto para o jogo da segunda mão — que será disputado nos Países Baixos —, Marlon projetou o desafio diante do AZ Alkmaar, adversário que detém um histórico favorável contra o Shakhtar.
Ao todo, as equipas já se enfrentaram em três oportunidades: duas na Taça UEFA (atual Liga Europa) e uma num particular, que terminou empatado em 2023. Nos confrontos oficiais, os neerlandeses levaram a melhor em ambas as partidas, eliminando o clube ucraniano nos oitavos de final da temporada 2004/2005.
O caminho até à final
O vencedor do confronto entre Shakhtar e AZ Alkmaar enfrentará quem passar no duelo entre Crystal Palace e Fiorentina. Questionado sobre o possível cruzamento na meia-final, Marlon destacou a sua preferência por enfrentar grandes clubes e relembrou momentos especiais logo na sua chegada à Ucrânia.
“Tivemos uma experiência incrível na temporada em que eu cheguei (23/24), na Champions League. Jogamos com grandes clubes, como Bayern, Arsenal e Borussia. A maioria dos brasileiros estavam aqui nessa época, então estamos habituados a jogos grandes”, afirmou o médio.
Trajetória até aos quartos de final

O Shakhtar Donetsk avançou na fase de liga com tranquilidade. Sob o comando do técnico turco Arda Turan, a equipa terminou na 6.ª posição, somando quatro vitórias em seis partidas e carimbando o passaporte direto para os oitavos de final.
A vantagem construída na Polónia contra o Lech Poznan foi fundamental para a qualificação. Como venceu o jogo da primeira mão por dois golos de diferença, a derrota por 2-1 no segundo jogo não impediu a passagem aos quartos de final. Para Marlon Gomes, a mudança no comando técnico foi um dos fatores determinantes para o bom momento.
“Há cerca de um ano, na última janela de verão, trocámos de treinador. Chegou o Arda. Como jogador, não tenho nem o que falar dele. Como técnico, íamos conhecer o trabalho agora, por ser um projeto novo. O segredo foi o grupo comprar a ideia do treinador e ele saber o plantel que tem nas mãos. Desde então, começámos a caminhar juntos”, explicou o médio brasileiro.
União e juventude: a fórmula do sucesso
Além de garantir a vaga nos oitavos de final da Liga Conferência e seguir firme na busca pelo título inédito, o Shakhtar Donetsk divide a liderança do Campeonato Ucraniano com o LNZ Cherkasy. Segundo Marlon, o segredo do bom desempenho na atual temporada reside, sobretudo, na forte união do plantel.
Lviv: o refúgio no meio da guerra e o sonho da seleção
A chegada de outros brasileiros — como Kauã Elias, Alisson Santana, Pedrinho, Vinícius Tobias, Isaque Silva e Lucas Ferreira — ajudou Marlon Gomes a ter uma adaptação menos turbulenta. A convivência diária com os compatriotas ofereceu um suporte fundamental ao médio, que celebra a oportunidade de atuar ao lado de tantos jogadores vindos do seu país de origem.
Com passagens recorrentes pelas seleções jovens do Brasil, Marlon soma 22 partidas e dois golos vestindo a Amarelinha. Os títulos conquistados na formação alimentam o sonho de, no futuro, figurar entre os convocados de Carlo Ancelotti na seleção principal.
“Espero um dia poder voltar à seleção principal; é um sonho que almejo. A minha expectativa (para o Mundial) é a melhor possível. Independentemente do cenário atual do nosso futebol, ainda somos a maior seleção do mundo. Quem sabe daqui a quatro anos, se Deus quiser e com muito trabalho, eu possa realizar o sonho de jogar um Mundial”, projetou Marlon.
