Crystal Palace 0-0 AEK Larnaca
O Palace começou a partida com confiança e esteve muito perto de inaugurar o marcador logo aos oito minutos, na primeira ocasiões do jogo. Uma excelente jogada pela direita de Jorgen Strand Larsen colocou o norueguês em ótima posição para servir Evann Guessand, mas o remate deste último foi defendido por Zlatan Alomerovic. Pouco depois, Strand Larsen tentou a sua sorte, mas o remate traduziu-se numa defesa tranquila do guarda-redes do Larnaca.

Apesar de terem tido a maior posse de bola na primeira parte, os donos da casa encontraram dificuldades para ultrapassar a defesa adversária. Ainda assim, a equipa de Oliver Glasner conseguiu criar mais uma grande oportunidade pouco antes do intervalo, quando Alomerovic voltou a salvar a sua equipa com uma defesa espetacular, impedindo Tyrick Mitchell de colocar o Palace em vantagem a curta distância.
Com os visitantes a terem dificuldades em criar qualquer ameaça no terço final do terreno, coube ao Palace tentar assumir o controlo da partida na segunda parte. O marcador quase foi inaugurado antes da marca da hora, quando um excelente cruzamento de Brennan Johnson encontrou Ismaila Sarr solto de marcação, mas o seu cabeceamento saiu um pouco fora de tempo e sem força.
Com o tempo a esgotar-se, a equipa do sul de Londres lançou-se ao ataque sob chuva torrencial na capital. Chris Richards conseguiu chegar à área após um canto ao segundo poste, mas o seu cabeceamento saiu a rasar a trave. No final, a equipa de Glasner simplesmente não conseguiu encontrar a qualidade necessária para abrir o marcador, enquanto a impressionante resistência e determinação do Larnaca prometem uma segunda mão fascinante na próxima semana.
Fiorentina 2-1 Rakow
A Fiorentina assumiu desde cedo, circulando e procurando alargar o campo para desmontar a densidade defensiva polaca. O Rakow, contudo, nunca perdeu a sua forma: as linhas mantiveram-se curtas, as coberturas foram precisas e as leituras defensivas quase sempre irrepreensíveis.

O primeiro lance perigoso, quase inesperado, pertence aos visitantes. Pienko surgiu com tempo e tentou o desvio de cabeça, obrigando Christensen a uma intervenção imediata. A Fiorentina percebeu o aviso e aumentou gradualmente o ritmo. Gosens tentou surpreender por duas vezes, mas o guarda-redes estava atento e travou o golo inaugural. A ocasião mais clara da primeira parte surgiu aos 28’, num cruzamento de Parisi para a entrada de Fazzini. O médio chegou ao esférico com o tempo certo e tentou o remate de primeira, mas o impacto não foi preciso e a bola saiu por cima da barra.
Depois de um primeiro tempo dominado na posse mas sem golos, a segunda parte começa com uma Fiorentina determinada a aumentar o ritmo e, sobretudo, a qualidade. Quando o jogo parecia encaminhar-se definitivamente para o controlo da Fiorentina, surgiu o golo visitante. Aos 61’, Brunes recebeu a bola, ultrapassou Fortini e finalizou com precisão, batendo Christensen e colocando os polacos em vantagem.
A reação da Fiorentina, porém, foi imediata e enérgica. No minuto seguinte, os anfitriões chegaram à igualdade num grande golo de Cher Ndour, que mudou a dinâmica emocional. Piccoli ficou perto da reviravolta imediata numa grande jogava individual, mas o remate beijou a barra antes de sair. Quando o jogo parecia encaminhar-se para o empate, surgiu o lance que alterou tudo.
Nos instantes finais, uma mão ingénua de um defesa do Rakow ofereceu à Fiorentina uma grande penalidade, convertida pelo recém-entrado Gudmundsson, que manteve a calma e enganou o guarda-redes, assinando o 2-1. Uma vitória pela margem mínima que permite à Fiorentina abordar o jogo da segunda mão na Polónia com uma vantagem ténue mas potencialmente decisiva.
