De acordo com um relatório divulgado esta sexta-feira, elaborado pelo grupo de estudos técnicos da FIFA, 30 das 48 seleções participantes (63%) recorreram à construção de jogo com três jogadores na primeira linha em pelo menos um momento da competição.
A FIFA identificou duas estruturas principais: o 3+1, com um único médio defensivo à frente dos três defesas, e o 3+2, com dois jogadores no meio-campo. Quinze seleções utilizaram exclusivamente o 3+1, nove optaram apenas pelo 3+2 e outras seis alternaram entre os dois modelos.
A principal vantagem desta abordagem passava pela criação de superioridade numérica perante a primeira linha de pressão adversária.

Com mais um jogador na primeira fase de construção, as equipas dispunham de mais opções para ultrapassar a primeira linha de pressão adversária, enquanto os defesas-centrais posicionados nos corredores ganhavam liberdade para subir no terreno e participar na progressão ofensiva. A presença de três jogadores atrás da linha da bola também oferecia maior segurança nos momentos de pressão após a perda de posse.
Os números relativos à progressão reforçam esta tendência. As equipas que construíram com três jogadores registaram, em média, 39,8 linhas de pressão ultrapassadas por cada 30 minutos de posse de bola, contra 38,12 das equipas que utilizaram uma estrutura de dois jogadores, uma diferença de 1,68 ações por cada 30 minutos.
Estas equipas também registaram mais receções de bola no espaço entre as linhas do meio-campo e da defesa adversária.

A utilização desta estratégia, contudo, variou consideravelmente entre as seleções. A República Checa, a Alemanha, o Japão, a Jordânia, a Coreia do Sul, o Panamá, a Tunísia e o Uzbequistão recorreram à construção com três jogadores em 100% dos jogos analisados. No extremo oposto, a França apresentou uma utilização de apenas 12,5%.

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