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“Acredito que seja um Portugal muito mais objetivo, com muito menos pausas de jogo e com bola. Não acredito em posses de bola muito compridas, mas sim com muita objetividade para terminar as jogadas”, disse à agência Lusa o antigo internacional português, que trabalhou com o técnico durante dois anos, no Sporting.
Certo de que “algumas coisas vão mudar” na seleção portuguesa, já a partir do jogo frente ao País de Gales, na quinta-feira, o campeão europeu em 2016 advertiu, no entanto, que será preciso algum tempo para que o técnico coloque a sua impressão digital na equipa.
“Sabemos todos que vai levar algum tempo”, ressalvou, antes de admitir que o facto de a primeira janela de jogos internacionais da nova época ser mais comprida do que o habitual pode ser “um ponto positivo” para Jesus “instalar já as suas ideias”.
“Vamos ter um selecionador mais exigente dentro e fora de campo. É uma pessoa que tem atenção a muita coisa e isso faz com que os seus grupos (de trabalho) sejam sempre muito competentes e (estejam) muito próximos de ganhar”, destacou.

Portugal recebe o País de Gales na quinta-feira, em Lisboa, em partida da primeira jornada da Liga das Nações 2026/27 que será a estreia de Jorge Jesus nas funções de selecionador nacional.
Trata-se de um adversário de boa memória, contra o qual a seleção lusa garantiu, em 2016, o apuramento para a final do Europeu de França, que conquistou frente à seleção da casa, em Paris.
Era “uma geração diferente” dos galeses, recordou Adrien Silva, que tinha “várias estrelas em grandes clubes europeus e por isso chegou tão longe”, às meias-finais.
“Hoje em dia não é a mesma coisa. Mas seja o País de Gales, seja outra seleção qualquer, se encararmos as coisas com seriedade, muito dificilmente Portugal não sairá com a vitória”, vaticinou o antigo médio, formado na Academia do Sporting.
Conhecendo "a maior parte" dos atuais jogadores, Adrien acredita, no entanto, que "nunca falta o compromisso".
"Por isso, estaremos muito próximos de o conseguir (vencer) se mantiverem isso (seriedade). E tenho a certeza que irá acontecer, muito mais sabendo da exigência que o mister Jorge Jesus põe sempre nos seus atletas”, vincou Adrien Silva.
Dono de 26 internacionalizações no meio-campo da seleção das quinas, o luso-francês assegurou, ainda, não estar surpreendido com a primeira convocatória de Jorge Jesus, que chamou apenas quatro jogadores que não estiveram no Mundial-2026.

gência mediática sobre os seus próprios jogadores. Todos sabemos do nível de cada um deles, que poderiam jogar em qualquer clube ou seleção do mundo”, contrapôs.
Por isso, acredita o médio, Jesus irá, agora, realizar “um trabalho mais em off" para conseguir “encaixar da melhor forma” jogadores como João Neves, Vitinha, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, João Palhinha e Rúben Neves, a fim de “potenciar as características individuais” de cada um deles “em prol do coletivo”.
“Podemos ter os melhores jogadores do mundo, mas se não encaixarmos e não (os) usarmos da melhor forma coletivamente, a própria qualidade deles não realça da mesma forma. Acho que essa será a grande tarefa para o mister Jorge Jesus, não só no meio-campo como em todos os outros setores”, analisou.
O antigo internacional português Adrien Silva, de 37 anos, cumpriu 26 internacionalizações por Portugal entre 2014 e 2018, percurso que teve como momento alto o título de campeão europeu conquistado em 2016, em França.
Nesse período, trabalhou durante duas épocas (2015/16 e 2016/17), no Sporting, com o atual selecionador português, Jorge Jesus.
Para além do Sporting, Adrien Silva representou ainda, enquanto sénior, Maccabi Haifa (Israel) e Académica, ambos por empréstimo dos leões, Leicester City (Inglaterra), Mónaco (França), Sampdoria (Itália), Al Wahda (Emirados Árabes Unidos), Rio Ave e Dubai United (Emirados Árabes Unidos), onde encerrou a carreira no ano passado.
