Ir para o conteúdo principal

Liga das Nações: Gheorghe Hagi vai reunir com federação da Roménia após quarta derrota consecutiva

Gheorghe Hagi, selecionador da Roménia
Gheorghe Hagi, selecionador da RoméniaČTK / imago sportfotodienst / VLAD BEREHOLSCHI

Gheorghe Hagi (61 anos) anunciou, após a derrota frente à Suécia, por 0-1, que falará com os representantes da FRF sobre a continuidade do seu mandato. O selecionador romeno pediu dois dias para analisar a situação da seleção romena, que perdeu os quatro jogos disputados na presente edição da Liga das Nações.

Recorde as incidências da partida

A Roménia ficou sem pontos, no último lugar do Grupo B4, após o jogo disputado na Arena Nacional. Viktor Gyokeres marcou, aos 13 minutos, o único golo do encontro.

"Não depende de mim, sou funcionário”

Questionado sobre o seu futuro, Gheorghe Hagi explicou que a conversa com a direção da federação determinará se continuará no cargo. O selecionador falou também sobre aquilo a que se propõe caso continue.

"Vou refletir nestes dias. Se ficar, vou tentar formar uma boa equipa. Não tenho medo de nada. O único objetivo é criarmos uma geração melhor do que a nossa. Dêem-me algum tempo. Se não conseguir, vou para casa, que hei de fazer? É assim. O público tem de estar satisfeito com esta equipa, tal como esteve no Europeu. É aí que também quero chegar. Espero avaliar bem a situação e fazer a equipa jogar", afirmou.

"Vou descansar. Disseram-se tantas coisas sobre mim... Vou refletir, ficar em casa, ter uma conversa com quem de direito e veremos o caminho que vamos seguir. Dá-me dois dias! Não depende de mim, sou funcionário. Se perdi quatro jogos? Teremos uma conversa, veremos. Se estiver tudo bem, seguimos em frente. Perdi quatro jogos. Ponto final! Não posso falar de mim”, acrescentou Hagi.

"Eu via as coisas de outra forma, tinha confiança”

Quanto ao jogo, Hagi considerou que a Roménia teve uma boa prestação frente à Suécia, mas reconheceu que as suas expectativas antes dos quatro encontros eram muito mais elevadas.

O selecionador romeno explicou que a equipa tem de evoluir nos duelos, nas transições e na pressão exercida sobre os adversários.

"O público é extremamente importante para nós, para a Roménia. É a nossa força, traz adrenalina e ajuda a ligar os jogadores ao jogo. Apesar de termos perdido novamente, fizemos um bom jogo. Podíamos ter feito mais, mas também podíamos ter desejado mais, ter lutado mais. Temos de ser agressivos no meio-campo adversário e as vitórias acabarão por chegar. São quatro jogos sem vencer. Eu via as coisas de outra forma, tinha confiança, mas percebi que há muito trabalho pela frente. Temos de trabalhar muito para podermos aspirar a lutar com os outros", afirmou.

"Quanto a este processo, é preciso algum tempo. Também me precipitei um pouco ao transmitir confiança. As coisas correram bem no verão, mas o estado de espírito era outro. Terminámos com um bom jogo, fizemos bem as duas fases. Naturalmente, ainda temos coisas a melhorar. Faltaram-nos sete jogadores. Tenho de falar o menos possível, tenho quatro derrotas. Que mais posso dizer?! Vamos ver, vamos refletir, esta noite vou dormir e depois veremos”, explicou o selecionador da Roménia.

"Há 3-4 meses que presto atenção a tudo o que se diz”

"Há 3-4 meses, desde que sou o treinador da seleção nacional, presto atenção a tudo o que se diz. Vocês dizem que já não temos nada, que estamos por baixo. Então, isso significa que tem de existir um processo para subirmos estes degraus, um processo em que o jogador romeno tenha iniciativa, personalidade e mentalidade de vencedor. Temos de trabalhar nestes aspetos, na minha opinião. Essas qualificações não estão longe", afirmou.

"Este grupo tem um bom potencial, mas temos de subir mais, aumentar o ritmo e a intensidade do jogo. É aí que temos de trabalhar muito: nas transições, nos duelos e na pressão exercida no meio-campo adversário. Eles trocavam a bola e nós corríamos atrás dela. Ficamos cansados. Foi isso que aconteceu na Polónia, onde também ficámos reduzidos a dez jogadores. Assim, só podemos esperar derrotas. Eu acredito que ainda podemos ter esperança. Talvez também tenha subido demasiado no terreno. Se ficar, tenho de fazer com que a equipa cumpra devidamente as duas fases. O princípio ofensivo é a posse de bola; tudo começa no guarda-redes. É preciso saber construir, fazer a bola circular, saber combinar, até chegarmos à finalização”, acrescentou o selecionador.

Roménia disputará os dois últimos jogos da Liga das Nações em novembro

No sábado (14 de novembro), receberá a Polónia na Arena Nacional de Bucareste, na quinta jornada.

Depois, na terça-feira (17 de novembro), defrontará a Bósnia e Herzegovina fora de casa, no estádio Bilino Polje, em Zenica, na sexta jornada.

Escolha o Flashscore no GoogleVeja os nossos artigos mais vezes
AdicioneAdicionar no Google