Reveja aqui as principais incidências da partida
Adrien Rabiot está no centro das discussões após o primeiro estágio da França sob o comando de Zinédine Zidane. O médio do AC Milan teve pouco tempo de jogo no encontro frente à Bélgica e, segundo a RMC, a sua entrada em campo também terá provocado o desagrado da equipa técnica do selecionador.
A noite no Stade de France, que terminou com uma vitória clara por 4-1 da França, conseguida de reviravolta, trouxe assim novas dúvidas sobre o papel do jogador de 31 anos na nova fase da seleção. Rabiot entrou apenas aos 88', para o lugar de Eduardo Camavinga, mas antes de entrar em campo terá feito os adjuntos de Zidane esperar mais do que o previsto.
Jean-Louis Tourre, comentador da partida na RMC, relatou o que aconteceu nos minutos que antecederam a entrada do médio. Durante o programa After Foot, o jornalista afirmou que Rabiot terá concluído o aquecimento a um ritmo extremamente lento, irritando a equipa técnica francesa precisamente quando a equipa precisava de preparar rapidamente a substituição.
"Aqueceu a um ritmo muito lento e não tinha as botas prontas. Isso enfureceu a equipa técnica da seleção francesa, que não conseguia perceber por que razão demorava tanto tempo a aquecer".
O antigo jogador da Juventus e atual futebolista do Milan entrou depois em campo poucos instantes antes do terceiro golo francês, marcado por Michael Olise, acabando também por estar envolvido no lance que deu origem ao resultado final de 4-1. Foi um contributo nos minutos finais, mas não bastou para dissipar as dúvidas sobre o seu peso nas opções de Zidane.
Aliás, no final do encontro, foi o próprio selecionador quem o cumprimentou primeiro junto ao relvado, numa imagem que marcou uma noite em que o médio continuou, ainda assim, no centro das atenções.

O rendimento de Rabiot no primeiro estágio da era Zidane torna o episódio ainda mais significativo. Aquele que durante anos foi uma presença incontornável na França de Didier Deschamps parece ter perdido parte das suas certezas nesta nova fase.
Rabiot foi titular frente à Turquia, num encontro ganho por 1-0, e diante da Itália, que terminou empatado 1-1. Em Bruxelas, porém, Zidane optou por deixá-lo no banco na vitória por 1-0 frente à Bélgica, antes de lhe conceder apenas alguns minutos na partida seguinte.
Segundo Daniel Riolo, esta situação poderá antecipar uma mudança mais profunda nas escolhas do selecionador. O comentador do After Foot considera que chegou o momento de rever o papel do médio do Milan.
"É preciso virar a página com Rabiot, colocar Da Cunha à frente da defesa e Camavinga como interior".
A questão, portanto, não se resume a um aquecimento considerado demasiado lento. Por trás do episódio, vislumbra-se um problema mais amplo: Rabiot terá de reconquistar espaço e protagonismo na França de Zidane ou o novo selecionador está já pronto para reformular o meio-campo sem o considerar uma presença intocável?
