Recorde as incidências da partida
A equipa de Arne Slot perdeu com um cabeceamento de Mario Lemina logo no início da primeira parte, no RAMS Stadium, em Istambul.
Os Reds tiveram sorte em não estarem ainda mais atrás no marcador antes do intervalo, já que o Galatasaray criou várias oportunidades para ampliar a vantagem.
O Liverpool melhorou após o intervalo, mas o remate de Ibrahima Konaté foi anulado por mão na bola.
Mohamed Salah teve uma exibição apagada e acabou por ser substituído ao fim de uma hora, naquela que foi a sua 81.ª presença na Liga dos Campeões pelo Liverpool, um novo recorde do clube.
"Entrámos muito bem no jogo", afirmou Slot.
"Tivemos três ou quatro momentos excelentes. O maior foi quando o Florian (Wirtz) apareceu quase com a baliza aberta, mas não conseguiu finalizar", acrescentou.
"Não conseguimos marcar e, no primeiro ataque deles, resultou num canto e é preciso reconhecer a forma como aproveitam as oportunidades. Jogaram como se fosse a última chance das suas vidas. Isso é algo de que podemos realmente tirar ensinamentos. Por vezes temos as nossas oportunidades e parece que pensamos que vamos ter mais dez. Já é um local difícil para jogar, mas quando se está a perder por 1-0, torna-se ainda mais complicado", explicou o treinador do Liverpool.
"Não fomos os únicos impressionados com o ambiente"
Ocupando o sexto lugar na Premier League, o Liverpool espera salvar uma época turbulenta conquistando a Liga dos Campeões, mas esta foi mais uma exibição irregular numa longa série de partidas inconsistentes.
Arne Slot lamentou a decisão polémica do VAR ao anular o golo de Konaté, afirmando que "não é possível tantas coisas correrem contra nós" como aconteceu nas duas deslocações ao Galatasaray, em que o Liverpool também perdeu na fase de grupos, mais cedo nesta temporada.
Arne Slot sugeriu que o árbitro Jesus Gil Manzano foi influenciado pelo ambiente fervoroso criado pelos adeptos do Galatasaray.
"É sempre muito difícil falar com os árbitros numa situação destas, pois estão em comunicação com o VAR e têm de ouvir o que lhes é transmitido", referiu Slot.
"Se for verdade que o golo foi bem anulado, o que é difícil de avaliar porque ouvi opiniões diferentes, não é totalmente claro, mas admitamos que a decisão está correta", acrescentou.
Arne Slot considerou que o puxão na camisola do capitão do Liverpool, Virgil van Dijk, durante o canto que originou o lance de Konaté, justificava a marcação de um penálti.
Insistindo que é o tipo de lance que normalmente é punido na Liga dos Campeões, afirmou: "Se olharmos para o quanto puxaram a camisola do Virgil antes de a bola tocar no braço do Ibou, então é seguro dizer que não fomos os únicos impressionados com o ambiente aqui hoje. Na Premier League permite-se muito mais do que na Liga dos Campeões. Por isso fiquei tão surpreendido por não ter sido assinalado penálti, porque em todos os outros lances em que ele achou que viu algo quando cometemos uma falta, foi rápido a apitar e a dar livre ao Galatasaray".
"Depois é realmente, realmente, realmente surpreendente que o mesmo árbitro, noutro lance em que eles cometem a falta, diga que vai aceitar isto completamente", criticou.
