Recorde as incidências da partida
Com 8 mil adeptos nas bancadas e uns quantos nas varandas, o Sporting até entrou bem na partida. Fresneda foi titular à esquerda, devido ao castigo de Maxi e à lesão de Mangas. À sua frente apareceu o estreante europeu Luís Guilherme, que voltou ao onze porque Pote também estava suspenso.

Inclinação para a direita e dificuldades ao centro
Suárez deu um aviso num remate que passou por cima da baliza do Bodo/Glimt na sequência de um canto, que apareceu depois de uma jogada criada pelo corredor direito. O improviso à esquerda e a influência de Geny fizeram o jogo leonino descair claramente para esse lado, mas um pisão sobre o moçambicano e o estado do relvado sintético foram algumas das dificuldades que o Sporting encontrou na Noruega.
Todos os outros problemas vieram da equipa do Bodo/Glimt. O conjunto nórdico voltou a mostrar que os resultados passados não são fruto do acaso e depois daqueles cinco minutos iniciais dominaram por completo um Sporting frágil, que sentiu dificuldades para controlar o meio-campo, onde João Simões substituiu Morita e Hjulmand (20') viu um amarelo precoce por protestos.

Hauge (8') desperdiçou o 1-0 com um remate ao lado e Blomberg (13') obrigou Rui Silva a aplicar-se, e as facilidades da equipa da casa para criar perigo tornavam-se cada vez mais evidentes. Rui Borges ainda tentou corrigir depois de o guarda-redes português ter pedido assistência para o time out dos tempos modernos, mas as instruções junto aos bancos tiveram pouco efeito.
VAR validou superioridade norueguesa
Evjen (24') pôs Rui Silva novamente em jogo com uma defesa apertada no um para um e Luís Guilherme, na resposta, atirou fraco para as mãos de Nikita Haikin, mas um penálti cometido por Vagiannidis sobre Blomberg, que deixou dúvidas, mas foi validado pelo VAR, deu voz à superioridade do Bodo/Glimt: Sondre Fet (32') não tremeu e fez o 1-0.
O Sporting, tal como toda a Europa, estava avisado para os perigos do Bodo/Glimt, que continuou a chegar com facilidade à frente enquanto a equipa portuguesa raramente se aproximava da área adversária. Com a segunda mão ainda por disputar em Alvalade, era importante manter sangue frio e deixar a eliminatória em aberto para decidir em Lisboa.
Nesse sentido, o 2-0 de Ole Blomberg (45+1'), que aproveitou um desvio de João Simões para se isolar, foi um golpe pesado para a equipa de Rui Borges e obrigou o técnico leonino a assumir mais riscos na segunda parte.
Sporting caiu no engodo
A tentação de reduzir a desvantagem para equilibrar a eliminatória era grande e, quando o Sporting voltou a entrar bem na segunda parte, com Fresneda e Suárez a terem boas iniciativas, surgiu a ilusão de que seria possível marcar na Noruega. A defesa do Bodo/Glimt dava alguns sinais de fragilidade sempre que os leões conseguiam encontrar espaço para atacar.

Rui Borges sentiu o bom momento e procurou ganhar velocidade no ataque, com Faye e Nuno Santos a renovarem o flanco esquerdo. O Sporting acabou por morder o isco, tal como já tinham feito Inter e Manchester City, e o 3-0 surgiu por Hogh (71'), que apareceu no espaço entre Inácio e Nuno Santos para finalizar o passe tenso de Petter Hauge.
Depois de terminar no top 8 da fase regular e de bater, entre outros, o Paris SG, o Sporting não mostrou estofo europeu em Bodo e a ilusão acabou por custar caro. Depois do terceiro golo, os leões ainda procuraram proteger a eliminatória, mas já parecia tarde demais. Se tantos avisos não chegaram...
Homem do jogo Flashscore: Petter Hauge (Bodo/Glimt)
