Diogo Dalot: "Queria estar a competir pela Liga dos Campeões, acredito que o clube está perto de voltar a esse nível"

Diogo Dalot cumpriu oitava temporada no Manchester United
Diogo Dalot cumpriu oitava temporada no Manchester UnitedREUTERS/Phil Noble

Diogo Dalot, lateral-direito internacional português do Manchester United, que faz parte dos 27 convocados de Roberto Martínez para o Mundial-2026, deu uma entrevista à "CazéTV",

Oito anos de Manchester United"O clube, a cidade, as pessoas, os adeptos, o estádio, o centro de treinos e até o caminho para o centro de treinos têm sido praticamente a minha vida profissional. Tenho muitas memórias do meu tempo no FC Porto e das viagens entre Braga e o Porto. Aqui, a minha vida é entre a minha casa em Hale e o centro de treinos em Carrington, e vais criando memórias e associando momentos bons e maus a esses locais. Quando olho para o clube, sinto-me em casa. Às vezes é quase como se tivesse vindo das escolas do United, porque cheguei muito jovem e acabei por passar por todos esses processos: ser um jovem, depois passar para jovem promessa, começar a jogar e de repente ter uma casa aqui, cães, casar, ter filhos, ou seja, o ciclo da vida. Este clube está associado a tudo isso."

Mudanças de treinadores: "Obviamente, ter muitos treinadores não é o cenário ideal, mas a mim deu-me bastante porque tive de me adaptar constantemente e isso obrigou-me a sair da minha zona de conforto e a responder à exigência que um clube destes deve ter. Estando num clube como o Manchester United, se não estás habituado a ganhar e a tentar ser melhor todos os dias, então estás no sítio errado. Claro que essa adaptação não tem acontecido nas condições que eu mais gostaria, porque queria estar a competir pela Premier League e pela Liga dos Campeões, mas acredito sinceramente que o clube está perto de voltar a esse nível."

Expectativas dos adeptos do United: "No início de cada época, o adepto do United acredita sempre que vamos ganhar a Premier League e a Liga dos Campeões, e isso é o que mais me apaixona neste clube. Não interessa o que aconteceu na época anterior. No ano passado acabámos em 15.º na Premier League e um ano depois terminámos em terceiro. Nada garante que no próximo ano não possamos ganhar a Premier League ou a Liga dos Campeões. Em agosto, no dia em que começar o campeonato e no primeiro jogo em Old Trafford, tenho a certeza que os 70 mil adeptos que lá estiverem vão voltar a acreditar que podemos ganhar a Premier League."

Os números de Diogo Dalot
Os números de Diogo DalotFlashscore

Como o plantel lida com essas expectativas? "Já estou aqui há tempo suficiente para perceber que é preciso ter equilíbrio emocional, pela montanha-russa que muitas vezes acontece aqui ao longo da temporada. Nós, jogadores e equipa técnica, temos de ser os mais equilibrados a gerir estas emoções, mas sem nunca perder a ambição de querer ganhar, porque o clube vive disso. Aquilo que os adeptos querem não é tanto sentir que jogas desta ou daquela maneira, mas sim que estás disposto a dar tudo pelo clube, que sais daquele campo com a sensação de que não podias ter feito mais. Claro que temos de ter jogadores de qualidade e um futebol atrativo, que para o adepto do United é jogar para a frente, é transição rápida, é acreditar até ao último minuto que vamos ganhar o jogo."

Michael Carrick: "O Carrick soube transmitir-nos isso na forma como comunicou connosco e nas reuniões que tivemos. A grande vantagem dele é que ele sabe perfeitamente o que é jogar em Leeds fora de casa, ou em Stamford Bridge. Ele sabe o tipo de ambiente que vamos encontrar, ele sabe o que é jogar na Liga dos Campeões. Na minha opinião, isso traz vantagens, porque além da parte teórica do treinador, ele esteve lá dentro do campo e sabe o que vai acontecer. Eu acho que essa foi a grande vantagem dele, para além de já se sentir em casa, já conhecer as pessoas e o espaço. Além de um grande jogador, está também a criar uma boa carreira como treinador."

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