Acompanhe as incidências da partida
“Estamos motivados para dar caça às duas equipas que estão à nossa frente.” José Mourinho prometeu não deitar a toalha ao chão no Campeonato, recusando entregar desde já o ouro aos dois principais rivais na luta pelo título, e a sua equipa respondeu de forma positiva no primeiro encontro da segunda volta, com um triunfo na casa do Rio Ave (0-2).
Com as portas fechadas na Taça da Liga e na Taça de Portugal, as águias centraram agora todas as atenções na Liga… e também na Liga dos Campeões, competição em que a margem de erro é igualmente mínima e exige desempenhos irrepreensíveis frente à Juventus e, por fim, ao Real Madrid.

Mira apontada à baliza
Vencer ou vencer. Não há outro cenário possível em cima da mesa para as águias. Os créditos foram esgotados nas primeiras jornadas da Liga dos Campeões e, a partir daqui, só os três pontos podem manter o Benfica na rota da fase a eliminar.
É preciso, por isso, dar caça às duas equipas que se seguem na prova milionária, a começar pela Juventus. A margem é mínima e obriga a uma abordagem sem hesitações.
A mensagem deixada em campo, em Vila do Conde, é clara: José Mourinho quer uma equipa com os olhos permanentemente postos na baliza adversária.

Pragmático, incisivo no ataque ao espaço e a explorar a capacidade de desdobramento dos homens da frente, o Benfica reuniu os ingredientes certos para terminar o encontro frente ao Rio Ave com 63% de posse de bola e 24 remates, números que o Special One espera ver replicados em Turim.

Se a ideia passa por um ataque avassalador, defensivamente o plano mantém-se inegociável: equipa unida, forte nos duelos individuais, reação imediata à perda e baliza de Trubin bem fechada. Com Mourinho, o Benfica não sofreu golos em 13 dos 25 jogos realizados esta temporada, estatística que o técnico pretende reforçar na visita à vecchia signora.
Internamente, a mensagem é inequívoca. Ao contrário do que muitos apregoam, há ainda muito por fazer e conquistar nesta época. Mais do que resultados imediatos, Mourinho tem trabalhado a crença coletiva e o compromisso diário.

Para já, os sinais são um pouco mais encorajadores. A equipa parece ter ganho uma alma renovada, visível na atitude competitiva no último jogo e na forma como enfrenta os momentos mais delicados dos jogos. Uma base emocional que pode revelar-se decisiva para encarar, com maior robustez, a exigente sequência de desafios que se aproxima.
