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"Aqui, houve um carinho muito especial por Mourinho, e ele merece todo o reconhecimento que lhe será prestado pelos adeptos em Roma", começou por afirmar Gasperini, antes de comparar a atual equipa com a que foi orientada pelo treinador português.
"São equipas diferentes, cada uma com as suas características. Aquela era uma Roma com uma nova administração, muito entusiasmo e envolvimento. Esta é uma equipa que está a crescer, muito determinada e confiante. Há um ambiente fantástico dentro do grupo e conseguimos chegar à Liga dos Campeões. Muitas vezes, pensa-se que um troféu é mais importante, mas a Liga dos Campeões dá-nos mais recursos para melhorar", explicou.

Questionado sobre o que gostaria de retirar das qualidades de Mourinho, Gasperini não poupou elogios ao português.
"Os resultados de José falam por si. É um dos treinadores mais vencedores. Se pudesse retirar-lhe alguma coisa, seria a capacidade de criar empatia e convencer jogadores extraordinários a assinar, levando os clubes a investir quantias incríveis", destacou.
O treinador italiano recordou ainda a campanha da última temporada, que permitiu à Roma garantir o terceiro lugar e o apuramento para a Liga dos Campeões, antes de abordar o desafio frente ao Real Madrid.
"A nossa atitude permitiu-nos terminar em terceiro e garantir a presença na Liga dos Campeões. Temos características das quais não abdicamos, mas conhecemos o valor do Real Madrid. Quando pensamos que podemos criar-lhes dificuldades, é precisamente nessa altura que eles nos marcam", alertou.
"É uma oportunidade para medirmos forças com eles. Recentemente, defrontámos o Inter e o Como, duas das melhores equipas de Itália, e agora vamos enfrentar uma das mais fortes da Europa. Queremos perceber até que ponto conseguimos ser competitivos", acrescentou.
Sobre as ambições europeias da Roma, Gasperini mostrou-se determinado, mas preferiu manter os pés assentes na terra.
"É obviamente um objetivo e uma esperança minha conseguir fazer melhor do que fizemos na Atalanta, que partia de uma posição ainda mais modesta do que a Roma. Não conquistámos a Liga dos Campeões, mas vencemos a Liga Europa. No entanto, o futebol italiano não pode fazer grandes proclamações. Temos de continuar a desenvolver o nosso projeto", rematou.

