Igor Tudor justifica substituição de Kinsky: "Treino há 15 anos, nunca fiz isto, mas era necessário"

Guglielmo Vicario, do Tottenham, entrou para substituir Antonin Kinsky
Guglielmo Vicario, do Tottenham, entrou para substituir Antonin KinskyReuters/Matthew Childs

O treinador interino do Tottenham, Igor Tudor, lamentou uma "situação incrível" que o levou a retirar o guarda-redes Antonin Kinsky ao fim de apenas 17 minutos na derrota por 5-2 frente ao Atlético de Madrid, na Liga dos Campeões, esta terça-feira.

Recorde as incidências da partida

O guarda-redes checo, de 22 anos, cometeu dois erros que resultaram em golos, e os Spurs ficaram a perder por três golos nos primeiros 15 minutos da primeira mão dos oitavos de final no estádio Metropolitano.

Tudor apostou em Kinsky, que não jogava desde outubro, em detrimento de Guglielmo Vicario, após cinco derrotas consecutivas na Premier League antes do encontro.

"(A situação foi) muito rara. Treino há 15 anos, nunca fiz isto. Era necessário proteger o rapaz, proteger a equipa", afirmou Tudor aos jornalistas.

O treinador croata defendeu a sua decisão de lançar Kinsky de início.

"Antes do jogo, era a escolha certa para o momento em que estamos. Com pressão sobre Vicario, noutra competição... 'Tony' é um excelente guarda-redes. Para mim, foi a decisão correta. Depois disto, claro, é fácil dizer que não foi a decisão certa", explicou.

Kinsky escorregou e perdeu a bola ao sexto minuto, permitindo a Marcos Llorente inaugurar o marcador.

Após Micky van de Ven cair, Antoine Griezmann aproveitou para marcar o segundo, e Kinsky voltou a errar.

O guarda-redes falhou um passe, e Julián Alvarez conseguiu empurrar a bola para a baliza.

Igor Tudor lançou Vicario para substituir Kinsky, que foi aplaudido pelos adeptos eufóricos do Atlético de Madrid.

"Infelizmente, aconteceu neste grande jogo, estes erros. Pagámos caro este início, foi demasiado para nós", assumiu Tudor.

"(Kinsky) lamentou... a equipa está com ele, eu também. Falei com ele. Percebe o momento, percebe porque saiu. Como já disse, é um excelente guarda-redes. Estamos com ele, estamos todos juntos. Nunca é culpa de um só jogador", acrescentou.

Igor Tudor, que perdeu os quatro jogos ao comando desde que substituiu Thomas Frank em fevereiro, recusou-se a comentar se deveria continuar no cargo.

O Tottenham, 16.º na Premier League, está a lutar para evitar a descida de divisão.

"Preciso de continuar a trabalhar. Não falar demasiado, manter o foco nas coisas que podemos fazer", acrescentou Igor Tudor à TNT Sports.

"É incrivelmente difícil explicar tudo isto, é a primeira vez na minha carreira que vejo estas situações, em 15 anos. Estou a concentrar-me nos problemas, os jogadores também. Precisamos de manter uma atitude positiva", concluiu.