Recorde as incidências da partida
Inbeom Hwang (médio do FC Porto)
PSV surpreendeu no Dragão? "É evidente que o PSV é uma boa equipa. Eu e o treinador, em particular, conhecemos bem as suas qualidades, talvez melhor do que muitos outros, porque já defrontámos esta equipa em vários jogos nos Países Baixos."
Desempenho da equipa: "Na primeira parte, penso que o PSV jogou muito bem, mas não conseguiu marcar. Nós também tivemos oportunidades para ganhar vantagem, mas não conseguimos aproveitá-las. Ao intervalo, corrigimos algumas coisas e, na segunda parte, jogámos melhor do que na primeira. Mais uma vez, tivemos oportunidades, mas não conseguimos marcar, enquanto o PSV conseguiu fazê-lo. A Liga dos Campeões é assim: quando temos oportunidades, precisamos de as aproveitar para conseguir o resultado que queremos. Infelizmente, não conseguimos os resultados que pretendíamos nos últimos três jogos, mas ainda temos cinco partidas pela frente. Temos de dar tudo e acredito que podemos fazer muito melhor."
O que pediu Francesco Farioli? "Pediu-nos, naturalmente, que criássemos espaços, não apenas para nós próprios, mas também para os nossos companheiros de equipa. Na segunda parte, conseguimos fazer isso muito melhor. A equipa esteve melhor do que na primeira parte, apesar de ter sido difícil jogar contra uma equipa que pressiona tão alto e de forma tão agressiva. Ainda assim, criámos oportunidades suficientes para ganhar o jogo. Mas, mais uma vez, não conseguimos aproveitá-las, enquanto o adversário conseguiu marcar. Na Liga dos Campeões, são os pequenos detalhes que fazem a diferença. Espero que possamos melhorar, aprender com esta experiência e apresentar um melhor desempenho nos próximos jogos."
Passagem à próxima fase continua a ser possível? "Sim, sem dúvida. Tendo em conta a minha experiência nas duas últimas temporadas em que participei na Liga dos Campeões, acredito que ainda podemos chegar aos oitavos de final. No mínimo, temos de lutar para alcançar uma pontuação que nos permita continuar na competição. Ainda temos 15 pontos em disputa, por isso precisamos de nos manter unidos, continuar positivos e melhorar a cada jogo."
Jan Bednarek (defesa do FC Porto)
Sentimento após a derrota: "Frustração, a primeira parte não foi perfeita, não conseguimos pressionar, estávamos a reagir às coisas, parecia que estávamos sempre um passo atrás. Na segunda parte corrigimos quase tudo, mas acabámos por sofrer, podíamos ter tomado outras decisões."
Falta de eficácia da equipa: "Com as ocasiões que tivemos, neste nível, temos de marcar, são os detalhes outra vez. Temos de aprender a seguir em frente. Até ao golo, jogámos com um pouco de ansiedade, sem antecipar. Depois de sofrer, não temos nada a perder e temos de ir com tudo. No ano passado, vencemos porque estivemos sempre no máximo e a mensagem é essa, temos de ficar juntos, foi isso que fizemos na época passada, em que vivemos momentos difíceis e terminámos felizes. Nenhum de nós vai dormir esta noite, mas vamos trabalhar o melhor que pudermos para dar alegrias aos adeptos e peço-lhes que nos apoiem."
Ilações a tirar: "Temos de pensar no presente, somos uma equipa que está constantemente a aprender e o mais importante agora é pensar no Gil Vicente."
O que faltou à equipa na primeira parte? "É doloroso. Entrámos com a intensidade errada na primeira parte. Faltaram-nos energia e rigor tático. Houve algumas coisas que não fizemos bem, mas defendemos muito bem, apesar de o adversário ter tido muita posse de bola. Ainda assim, tivemos duas boas oportunidades. Na segunda parte, sofremos um golo e tentámos reagir, pressionando mais o adversário. Criámos várias boas oportunidades, mas faltou-nos convicção na finalização. Contra um adversário com esta qualidade, as poucas oportunidades que tivemos tinham de resultar em golos. Na segunda parte, controlámos o jogo e, apesar dos golos sofridos, não permitimos muitas oportunidades ao adversário. É difícil aceitar esta derrota, sobretudo porque temos sentimentos contraditórios em relação ao nosso desempenho no campeonato. Estamos a fazer uma excelente campanha no campeonato, mas, na Liga dos Campeões, as coisas não estão a correr da mesma forma. Temos de nos unir e não podemos seguir em direções opostas. Nem tudo está a correr bem, por isso temos de manter o equilíbrio e unir-nos enquanto clube e grupo de pessoas. Temos de continuar a acreditar, mas também precisamos dos nossos adeptos. Na última temporada, passámos por muitos momentos difíceis e conseguimos ultrapassá-los porque nos mantivemos unidos. É por isso que queremos conquistar o campeonato e é disso que precisamos agora: que os adeptos estejam connosco e nos apoiem. É evidente que as exigências são grandes, porque estamos num grande clube. Sabemos que temos de ganhar jogos, campeonatos e troféus, mas, sem união, sem nos apoiarmos e incentivarmos mutuamente, não conseguiremos alcançar esses objetivos. No final da última temporada, vivemos um momento extraordinário, com a equipa e os adeptos a celebrarem juntos. Nos momentos difíceis, estivemos unidos e apoiámo-nos uns aos outros. Essa é a mensagem que quero transmitir agora."
Concorda que houve ansiedade dos jogadores do FC Porto? "Não fomos suficientemente proativos. Quando perdemos uma pequena vantagem, quando chegamos um pouco atrasados a um lance ou perdemos o momento certo para ganhar ou recuperar a bola, isso faz a diferença. Talvez tenhamos de estar mais preparados e antecipar melhor os acontecimentos do jogo. A nossa pressão não foi a mais acertada na primeira parte. Tentámos corrigi-la durante o jogo, mas foi difícil fazer os ajustes necessários devido ao ruído e às dificuldades de comunicação. Ainda assim, na segunda parte, estivemos muito melhor. O Diogo tinha razão quando disse que estávamos a jogar muito, porque tínhamos capacidade física para o fazer. No entanto, acredito que, se antecipássemos melhor os lances e lêssemos o jogo com mais qualidade, poderíamos ter evitado alguns erros. Isso permitir-nos-ia ter mais energia e capacidade para atacar, terminar as jogadas com maior convicção e sermos mais eficazes."
Jogo com Nápoles é uma final para o FC Porto? "Não. Neste momento, o nosso próximo jogo é contra o Gil Vicente em Barcelos. Vamos passo a passo e estamos concentrados nesse encontro. Não podemos pensar demasiado no futuro. O próximo jogo é sempre o mais importante. Temos de recuperar bem, analisar o que aconteceu amanhã e preparar o próximo desafio com calma e método. Tenho a certeza de que, com este grupo de pessoas - treinadores e jogadores -, conseguiremos reagir. Sei bem o que exigimos de cada um e o quanto todos trabalhamos para corresponder às expectativas dos nossos adeptos. Os adeptos podem estar tranquilos quanto ao nosso empenho, porque nenhum de nós vai dormir descansado esta noite. Perdemos um jogo e sabemos o que isso significa para nós e para os nossos adeptos. Não estamos habituados a perder e sentimos o peso desta derrota. Por isso, peço a todos os que nos apoiam que mantenham a calma e continuem connosco. Vamos identificar os erros, aprender com eles e melhorar. Estaremos preparados para jogar no sábado."
Estreia na Champions: “É muito bom ter 30 anos e poder disputar uma competição desta grandeza. É muito bom para mim e para a minha família, mas estamos todos tristes, porque queríamos muito ganhar o jogo."
Volta de honra no final e a troca de palavras com alguns adeptos: "Eu adoro, porque isso diz muito da paixão que eles têm por nós, do cuidado que têm connosco. Tenho a certeza de que amanhã teremos novas emoções e continuaremos a ser a família que todos têm visto. Temos um objetivo comum, que é vencer o campeonato, e, com isso, deixar os nossos adeptos orgulhosos. Não é um problema para mim, porque sempre quis fazer parte de um clube em que os adeptos se preocupam com os jogadores e os jogadores com eles. Lutamos uns pelos outros.
Sentimento de frustração: "A frustração de hoje é por querermos ser sempre bem-sucedidos e deixar contentes os nossos adeptos. Como já disse, depois do jogo há imensas emoções, muita raiva, porque nos preocupamos e queremos vencer, mas amanhã teremos de ter a mente novamente limpa e seguir juntos como família. É assim nos bons e nos momentos menos bons, e seguir em frente é o principal. E isto deixa-me sensações boas."
Derrota com o PSV: "Não fomos bons o suficiente, apesar de termos tido excelentes oportunidades para marcar. Não tivemos o controlo do jogo como habitualmente acontece, mas houve outros momentos em que o conseguimos, mesmo sem bola. Temos de trabalhar os detalhes, porque a este nível já vimos que pequenas coisas podem fazer grande diferença. Hoje existe dor, como já disse, mas amanhã é mais uma oportunidade para aprender, crescer e melhorarmos como equipa, tendo a certeza de que, com este grupo de jogadores e a nossa massa adepta, isso irá acontecer”.
Diogo Costa (guarda-redes do FC Porto)
Difícil sair da teia que a equipa neerlandesa montou? "Sim, sabíamos perfeitamente como jogava o PSV e conhecíamos as suas ideias. É uma equipa muito agressiva, muito semelhante à nossa, que pressiona durante todo o jogo e aposta muito nas marcações individuais. Sabíamos onde podíamos causar perigo. Conseguimos fazer mais remates do que eles, mas não conseguimos marcar. É verdade que não fizemos um bom jogo, porque perdemos. Ainda assim, temos de analisar o que aconteceu e continuar a acreditar. Enquanto houver oportunidades, vamos querer aproveitá-las. Temos de perceber o que nos está a faltar, mas a entrega tem de continuar a existir. Por vezes, sinto que há demasiada vontade e que queremos fazer tudo demasiado depressa. Queremos muito ganhar, mas, nestes jogos, um minuto pode fazer toda a diferença. Também defensivamente temos de ser mais eficazes, porque acabámos por sofrer golo praticamente no único remate do adversário. Temos de continuar a acreditar, a analisar, a trabalhar e a melhorar, sempre com confiança no futuro."
Dificuldade nos duelos individuais foi determinante? "Esse pormenor também foi importante, sobretudo na primeira parte, em que tivemos muitas dificuldades em ganhar os duelos. O PSV é uma equipa que normalmente é forte nesse aspeto. Como disse, sabíamos muito bem o que o PSV vinha fazer. É uma equipa com uma identidade muito própria, que mantém a sua forma de jogar em todos os encontros. Mais uma vez, não conseguimos colocar a bola dentro da baliza. Tivemos mais oportunidades de golo e faltou-nos aquela pontinha de sorte para conseguir marcar."
Sétimo jogo consecutivo a sofrer golos: "Acho que, de certa forma, as equipas já começam a perceber como jogamos. Temos de continuar a ser mais fortes e, talvez, mais agressivos. Também temos de arriscar um pouco mais. Não quero alongar-me muito sobre esse assunto, porque temos de analisar o que está mal e o que está bem, retirar as devidas conclusões e trabalhar para que, no futuro, os resultados sejam melhores."
Jogo com Nápoles é uma autêntica final? "Sim, todos os jogos são finais. Como disse, temos muita vontade de elevar o nível do futebol do FC Porto nesta competição. Por vezes, sinto que queremos demasiado, mas temos de continuar a trabalhar e a acreditar. Só assim conseguiremos alcançar resultados."

