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Faltam duas partidas para o fim da primeira fase da Liga dos Campeões e a Juventus ainda não garantiu a continuidade no seu percurso, que, salvo um milagre, passará pelo play-off.
No primeiro dos dois jogos que restam, a equipa de Luciano Spalletti recebe o Benfica, com a possibilidade de fechar as contas com uma jornada de antecedência em caso de vitória, tornando o último jogo, marcado para o Principado do Mónaco, numa mera formalidade.
Os bianconeri venceram o mesmo número de jogos que os portugueses (dois em seis disputados), mas somam mais três pontos, graças aos empates frente ao Borussia Dortmund, Villarreal e Sporting.
O percurso europeu reflete também o crescimento iniciado com a chegada do novo treinador, que conquistou três pontos, tanto frente ao Bodo Glimt como ao Pafos, mesmo sem que a equipa tenha apresentado exibições convincentes.
Duas partidas delicadas seguidas
O desafio desta quarta-feira à noite será uma excelente oportunidade para esquecer a derrota em Cagliari, um resultado enganador tendo em conta o que a formação piemontesa produziu.
No entanto, a equipa não terá a cabeça totalmente livre: no domingo, às 17:00, há o grande jogo no Allianz frente ao Nápoles, que vale muito, já que, independentemente do desfecho desta campanha europeia, a Vecchia Signora não se pode dar ao luxo de deixar escapar o apuramento para a Liga dos Campeões 2026/2027, que neste momento está longe de estar garantido.
O treinador da Juventus terá, por isso, de gerir o esforço, sabendo que será impossível apresentar o mesmo onze nos dois compromissos tão próximos: Michele Di Gregorio e Khephren Thuram deverão regressar ao onze inicial, há alguma possibilidade de voltar a ver Federico Gatti e Francisco Conceição em campo, enquanto não se pode excluir que Kenan Yildiz e Jonathan David possam descansar ou jogar apenas parte do encontro.
Se o primeiro precisa de ser gerido com cautela, dada a influência que exerce em toda a equipa, o segundo poderá dar lugar a Lois Openda, depois da exibição desapontante na Unipol Domus.
Benfica, a besta negra
O Benfica, porém, não traz boas recordações aos adeptos bianconeri: defrontado há um ano também em Turim, o clube português deu uma lição aos italianos, ao vencer por 0-2, agravando a crise de Thiago Motta no banco.
Em 2022, também na Liga dos Campeões, os lisboetas conseguiram novo feito ao virar o resultado e vencer por 1-2 no terreno da equipa então orientada por Massimiliano Allegri, comprometendo desde logo a competição.

O terceiro duelo recente remonta a 2014, na Liga Europa, quando os anfitriões, apesar da superioridade numérica, não conseguiram marcar o golo que lhes daria acesso à final, a disputar em casa, e ficaram-se pelo 0-0.
Se tivermos em conta que, desta vez, os encarnados são orientados por José Mourinho, que conseguiu recuperar a época após o mau arranque com Bruno Lage, os prognósticos tornam-se ainda mais complicados para a Juventus.
