Liga dos Campeões: Ekitike e Wirtz dão esperança em Liverpool na ausência de Salah

Ekitike e Wirtz na Taça de Inglaterra
Ekitike e Wirtz na Taça de InglaterraJAN KRUGER/GETTY IMAGES VIA AFP

A crescente cumplicidade entre Hugo Ekitike e Florian Wirtz, dois jovens reforços que "falam o mesmo futebol", representa um raio de luz no cinzento de Liverpool e, ao mesmo tempo, uma ameaça de peso para o Marselha, esta quarta-feira na Liga dos Campeões.

Siga o Marselha - Liverpool com o Flashscore

O ponta-de-lança francês (23 anos) e o extremo alemão (22 anos) trazem algum alento aos adeptos dos Reds numa fase conturbada, em que o campeão em título de Inglaterra tem tido dificuldades em reencontrar o brilho da época passada.

Mais lento a arrancar do que Ekitike, Wirtz começa a justificar os mais de 130 milhões de euros investidos nele no último verão. Marcou quatro golos em seis jogos, depois de não ter feito nenhum nas suas primeiras 22 aparições com a camisola vermelha.

Acima de tudo, o extremo ou médio criativo vindo do Leverkusen mostra uma ligação muito promissora com o seu colega francês, que tal como ele chegou da Bundesliga após uma transferência avaliada em cerca de 90 milhões de euros, proveniente do Frankfurt.

"Podemos traçar um paralelo com Steven Gerrard e Fernando Torres, que desenvolveram uma cumplicidade quase telepática durante a sua passagem por Liverpool no final dos anos 2000", entusiasmou-se mesmo o This Is Anfield, um site dedicado aos adeptos do clube inglês.

A dupla franco-alemã brilhou especialmente frente ao Barnsley, modesto clube da terceira divisão, eliminado por 4-1 na semana passada na Taça de Inglaterra.

Ekitike assistiu o seu colega com um desvio subtil por trás da perna de apoio para o golo do 3-1. Wirtz retribuiu com um cruzamento rasteiro que o N.º22 finalizou com um carrinho ao segundo poste para o 4-1.

Wirtz "respira futebol"

Numa entrevista à Sky Sports, o internacional francês (6 internacionalizações) elogiou o seu parceiro, cuja "maneira de jogar adora", um artista da bola "bonito" de se ver, "alguém que respira futebol".

"Acho que falamos o mesmo futebol, por isso é que resulta tão bem. Só precisávamos de tempo para jogar juntos, para ficarmos ainda mais fortes, para criar laços mais sólidos, para praticar um bom futebol", acrescentou Ekitike ao microfone do canal britânico.

Wirtz também considera que "a ligação com os colegas está realmente muito boa agora. Percebemo-nos melhor e sinto isso. Dá-me mais confiança e torna o jogo mais agradável", reagiu depois de voltar a marcar frente ao Burnley (1-1), no sábado na Premier League.

Os progressos evidenciados precisam, no entanto, de ser confirmados num palco maior, por exemplo sob os holofotes do Vélodrome na Liga dos Campeões.

Ekitike não pisou muitas vezes o relvado olímpico. Marcou lá com o Reims, o seu clube de formação, em dezembro de 2021, um quarto de hora depois de entrar em campo (1-1). Mas não conseguiu repetir essa exibição em fevereiro de 2023 com o Paris Saint-Germain, num dia de derrota na Taça de França.

O passado parisiense (julho 2022-janeiro 2024), precisamente, pode valer-lhe alguns assobios por parte dos adeptos marselheses, embora tenha procurado afastar-se disso.

"Acho que vão receber-me bem, não joguei muito contra eles enquanto parisiense, não há grande ódio", afirmou em entrevista ao Canal+. "Marselha é um clube que sigo desde pequeno, tal como o Paris. Adoro o Vélodrome, é um estádio magnífico, com adeptos incríveis. Estou apenas entusiasmado por disputar este jogo."

Ekitike não é apenas um bom avançado, é também um excelente comunicador.