Recorde as incidências da partida
Com expressões como “adeus brutal”, “colapso” e “pesadelo”, que se misturam com elogios à modesta equipa de Bodo, a imprensa lembra o percurso histórico da equipa na Champions, prova na qual somou cinco vitórias consecutivas frente ao Manchester City (3-1), Atlético de Madrid (2-1), Inter de Milão (3-1 e 2-1) e Sporting (3-0).
“O Glimt perdeu o jogo, mas conquistou a Europa”, escreve o jornal Avisa Nordland, sublinhando que um clube vindo de uma cidade com 50 mil habitantes “bateu à porta dos círculos mais exclusivos da Liga dos Campeões”, tornando-se uma “equipa usada como exemplo para mostrar que ainda é possível desafiar clubes milionários”.
O Bodo/Glimt chegou na terça-feira ao Estádio José Alvalade com uma vantagem de 3-0, conseguida há uma semana em casa, mas viu os bicampeões nacionais virarem a eliminatória após prolongamento com golos de Gonçalo Inácio (34 minutos), Pedro Gonçalves (61), Luis Suárez (78, de grande penalidade), Maxi Araújo (92) e Rafael Nel (120+1).
Em Espanha, a Marca chama à primeira página o segundo apuramento do Sporting para os quartos de final da principal competição europeia de clubes, após a campanha de 1982/83, escrevendo: "O Sonho do Bodo acabou em Lisboa", o AS fala na "'remontada' mais cruel da história", considerando que o "jogo de Lisboa será estudado nos manuais de 'remontadas'".
A Gazzetta dello Sport lembra a derrota do líder da Liga italiana e pergunta: "Inter, viram o Sporting?".
"Em algumas noites, tudo é possível. Independentemente do resultado, o Sporting escreveu um dos capítulos mais memoráveis da história da Liga dos Campeões. Apesar de ter perdido por 3-0 na Noruega, goleou por 5-0 o Bodo/Glimt, em 120 minutos absurdos, e alcançou o feito que o Inter não conseguiu", refere o jornal transalpino.
