Recorde as incidências do encontro
Apesar de uma primeira parte complicada (e de um susto nos descontos), o Paris SG não permitiu que o Monaco levasse o jogo para prolongamento neste play-off da segunda mão.

O Parque dos Príncipes empurrou a sua equipa nos momentos decisivos: foram Marquinhos (60') e Khvicha Kvaratskhelia (66') a responderem ao golo de Maghnès Akliouche, que marcou mesmo antes do intervalo. O tento de Jordan Teze já nos instantes finais não alterou o desfecho do encontro.
PSG surpreendido...
Depois de um aparente controlo nos primeiros cinco minutos, seguiu-se um período de domínio do Monaco, em que Mamadou Coulibaly (9') e Thilo Kehrer (11«) estiveram muito perto de inaugurar o marcador.
No geral, os homens de Sébastien Pocognoli mostraram-se muito agressivos sem bola e exerceram uma pressão bastante eficaz. O PSG foi claramente surpreendido neste início de jogo. E sempre que os parisienses tinham a posse, não conseguiam aproveitar bem os espaços. Apenas Vitinha tentou a sua sorte aos 3 minutos, mas sem sucesso.
Com o passar dos minutos, o campeão europeu recuperou definitivamente a posse de bola, mas não conseguiu impor-se no meio-campo adversário. O ASM continuou a pressionar o portador da bola e a estratégia resultou. Os parisienses estavam realmente desorientados à entrada da primeira meia hora do encontro.
Pior ainda, a falta de eficácia começou a notar-se quando Désiré Doué criou uma boa ocasião, mas o seu remate saiu muito por cima da baliza de Philipp Köhn (31').

O mesmo não aconteceu com Bradley Barcola, cujo remate de pé esquerdo acertou na barra após uma combinação rápida (41'). O Paris SG esteve a centímetros de marcar mesmo antes do regresso aos balneários… Dois minutos depois, foi Warren Zaïre-Emery a tentar o remate de pé direito após assistência de Khvicha Kvaratskhelia, mas a bola saiu ao lado.
O PSG acabou por ser castigado logo a seguir, precisamente quando menos se esperava. Num cruzamento vindo da esquerda por Caio Henrique – após uma inversão de flanco –, a bola sobrou para Coulibaly, que assistiu de imediato Akliouche. Este rematou e viu a bola bater no poste antes de enganar Matvey Safonov (45.ª)!
... mas mantém o orgulho!
Logo após o regresso dos balneários, os parisienses mostraram uma atitude mais determinada. Com mais intensidade e melhor linguagem corporal, procuraram rapidamente voltar ao jogo.
Aos 50 minutos, João Neves esteve muito perto de marcar, mas o seu cabeceamento ao segundo poste, após um livre lateral, foi travado por Köhn. O golo acabou por surgir dez minutos depois, com Marquinhos a aproveitar a oportunidade. Após a expulsão de Coulibaly por excesso de agressividade sobre Hakimi, o PSG empatou na sequência do livre. O capitão parisiense desviou o cruzamento rasteiro de Doué (60').
O PSG ficou claramente revigorado e pronto para dominar o Monaco por completo. Novamente perigoso no último terço, com mais intensidade com bola, o coletivo de Luis Enrique procurou fechar a eliminatória. Kvaratskhelia aproveitou um ressalto após o remate de Hakimi fora da área para marcar (66') e o PSG voltou a colocar-se em vantagem confortável.
Depois disso, instalou-se um verdadeiro cerco: o Monaco deixou de conseguir criar perigo e limitou-se a esperar pelo apito final. Doué esteve perto de marcar o terceiro aos 78 minutos, mas o seu remate de pé esquerdo não conseguiu bater Köhn. Em superioridade numérica e com dois golos de vantagem na eliminatória, o PSG confirmou a qualificação para os oitavos de final, mas ainda sofreu um golo nos descontos, apontado por Jordan Teze.
