Recorde as incidências da partida

Uma grande noite europeia voltou a significar uma grande exibição do Paris Saint-Germain, algo a que o clube da capital francesa se tem habituado no último ano. Desde o apito inicial, os parisienses deixaram claras as suas intenções e o Parcque dos Príncipes rapidamente entrou em ebulição. Com bola, mobilidade constante e transições rápidas sempre que recuperavam a posse, o PSG afirmou-se como o atual campeão europeu.
Do outro lado, o Liverpool apresentou um plano bem definido: bloco baixo, linha defensiva de cinco e pressão agressiva sobre o portador da bola nos últimos 20-25 metros. Seria suficiente para travar o adversário? Não. Porque, para lá da organização coletiva, o PSG conta com talento individual capaz de desequilibrar a qualquer momento e a dupla Désiré Doué-Ousmane Dembélé voltou a fazer a diferença.
Após um primeiro duelo com Ibrahima Konaté no corredor esquerdo, Doué ganhou espaço e serviu Dembélé a cerca de 25 metros da baliza. O francês arrancou numa sequência de dribles, ultrapassou vários adversários e assistiu para o companheiro, que dominou, ganhou posição e finalizou com um remate em arco de pé direito. Giorgi Mamardashvili ainda tocou na bola, mas não evitou o golo.
Os ingleses reagiram e, pouco depois, um cruzamento perigoso obrigou Matvey Safonov a sair da baliza e a impor-se perante vários adversários (19’), num momento de grande segurança do guarda-redes russo.
Com a vantagem, o PSG passou a controlar melhor o ritmo, sustentado por uma posse superior a 60% à meia hora de jogo. Ainda assim, voltou a ameaçar: Khvicha Kvaratskhelia tentou a sua sorte com um remate de meia-volta (31’), antes de Doué voltar a aparecer após iniciativa de Nuno Mendes, mas sem conseguir bater Mamardashvili (36’). Pouco depois, o georgiano voltou a marcar (37’), num lance inicialmente invalidado, mantendo-se o 1-0 até ao intervalo.

Na segunda parte, o Liverpool entrou com outra atitude e criou perigo por Hugo Ekitike (48’), mas o remate saiu por cima. Ainda assim, os parisienses mantiveram-se perigosos em transição, com Dembélé a desperdiçar uma boa oportunidade na área (53’).
A pressão inglesa esbarrou, no entanto, num bloco sólido e concentrado. E, já depois da hora de jogo, surgiu o momento decisivo: Kvaratskhelia recebeu na esquerda, tirou adversários do caminho, contornou o guarda-redes e finalizou com classe para o 2-0 (65’), levando o Parque dos Príncipes novamente ao rubro.
Até final, o PSG esteve mais perto de ampliar. Achraf Hakimi ameaçou com um remate de fora da área (82’) e Dembélé acertou no poste já perto do fim (87’). Houve ainda dúvidas sobre um possível penálti por falta de Konaté sobre Nuno Mendes nos descontos (90+1’).
O essencial, porém, estava garantido: vitória por 2-0 e um passo firme do PSG rumo às meias-finais da Liga dos Campeões.
