Recorde aqui as incidências do encontro
Numa reedição da final do Mundial de Clubes do ano passado, o PSG apostou em Nuno Mendes, Vitinha e João Neves - Gonçalo Ramos não saiu do banco - e mostrou-se determinado em vingar a derrota.

Os primeiros 10 minutos foram eletrizantes no Parc des Princes, e depois de ambas as equipas terem desperdiçado algumas boas oportunidades, os parisienses inauguraram o marcador quando o cabeceamento certeiro de João Neves, ao segundo poste, foi finalizado com precisão por Bradley Barcola, que atirou a bola à barra antes de esta embater no fundo das redes. Os anfitriões partiram em busca do segundo rapidamente e quase ampliaram a vantagem, quando um remate potente de Ousmane Dembélé foi desviado por Filip Jorgensen para a barra.
Agradecido por este lance fortuito, o Chelsea respondeu com Pedro Neto a ver um cruzamento perigoso ser defendido por Matvey Safonov, enquanto, do outro lado, Jorgensen reagiu de forma soberba para frustrar uma tentativa colocada de Barcola. Os visitantes continuaram a melhorar ao longo da primeira parte, e a pressão deu frutos quando o passe cruzado de Enzo Fernández encontrou Malo Gusto, que finalizou com categoria, por baixo do corpo de Safonov, para restabelecer a igualdade.
O ritmo frenético da partida não deu sinais de abrandar com o aproximar do intervalo, e Dembélé aproveitou um contra-ataque antes de finalizar com mestria, sem hipóteses para Jorgensen, colocando o PSG novamente em vantagem – apenas 15 segundos depois de Cole Palmer ter perdido uma oportunidade de ouro.
Na segunda parte, a turma de Rosenior continuou a ameaçar no último terço, e o golo do empate chegou logo aos 57 minutos, quando uma jogada brilhante de Neto e um cruzamento preciso foram finalizados com categoria por Fernández, que marcou o seu 12º golo da época. Isto preparou o palco para uma fascinante meia hora final na capital francesa, com o treinador do PSG, Luis Enrique, a lançar Khvicha Kvaratskhelia e Lee Kang-in.
Kvaratskhelia teve uma participação fundamental na jogada que colocou os parisienses em vantagem pela terceira vez na noite, quando o georgiano serviu generosamente Vitinha, que finalizou com um chapéu sublime após uma falha grotesca do guarda-redes dos blues.
O Chelsea podia ter voltado a empatar por João Pedro, mas o golo do brasileiro foi anulado por fora de jogo. Esses centímetros acabaram por custar caro, quando o PSG fez o quarto golo, num movimento habitual da arma secreta Kvaratskhelia, que cortou para dentro pela esquerda e acertou um remate espetacular no canto oposto, levando o Parc des Princes ao delírio.
Os visitantes pareciam atordoados com o golo, e o PSG aproveitou a oportunidade para marcar o quinto no último minuto dos descontos, com Kvaratskhelia a estar no sítio certo no momento certo para finalizar o cruzamento de Achraf Hakimi e dar aos comandados de Enrique uma vantagem confortável no jogo da primeira mão.
