Siga o PSG - Chelsea no Flashscore
Liam Rosenior, de 41 anos, foi contratado pelo Chelsea no início de janeiro, com um contrato de seis anos, após um trabalho consistente ao longo de 18 meses no Estrasburgo, além dos laços estreitos entre os dois clubes, ambos geridos pelo consórcio BlueCo.
É difícil imaginar que o antigo lateral-direito do Fulham, Hull City e Brighton teria sido escolhido por um dos maiores clubes da Premier League sem essa relação controversa, mas Liam Rosenior deixou uma marca significativa na Alsácia.
Na época passada, conduziu o Estrasburgo à qualificação europeia e lançou as bases que o seu sucessor, Gary O'Neil, tem vindo a consolidar, levando a equipa às meias-finais da Taça de França e tornando-a uma das principais candidatas à conquista da Liga Conferência.
Rosenior conseguiu pôr uma equipa jovem – praticamente todo o plantel tem 23 anos ou menos – a praticar um futebol sofisticado, com pressão alta, marcação homem a homem e jogadores muito à vontade com a bola.
O Estrasburgo foi uma das duas equipas que venceram o PSG na Ligue 1 na última temporada, com um triunfo por 2-1 em maio, embora tenha sido depois de a equipa de Luis Enrique já ter sido confirmada como campeã.
E a última visita de Rosenior ao Parc des Princes, em outubro, terminou com o Estrasburgo a garantir um empate a 3-3 – chegaram a estar a vencer por 1-3
"Estávamos a jogar contra a melhor equipa do mundo, ponto final. Acho que são um orgulho para esta liga", referiu o treinador nascido em Wandsworth, descevendo o PSG.
Este confronto tornou-se uma verdadeira rivalidade durante algum tempo na última década, quando os clubes se encontraram na fase a eliminar da Liga dos Campeões em três épocas consecutivas, de 2014 a 2016.
A primeira foi uns quartos de final ganhos pelo Chelsea, mas o PSG triunfou nos oitavos de final nos dois anos seguintes.
O encontro mais recente foi na final do Mundial de Clubes, em julho passado, quando o Chelsea venceu por 3-0 frente a um PSG fatigado, em condições exigentes no MetLife Stadium, em Nova Jérsia. Agora voltam a defrontar-se nos oitavos de final.
"São estes os jogos por que se vive, jogos que nos fazem entrar no futebol", afirmou Liam Rosenior após o sorteio realizado no final do mês passado.
Detentores à beira da crise?
Até ao momento, Liam Rosenior perdeu três partidas em 15 ao comando do Chelsea, todas frente ao Arsenal.
Uma vitória por 4-1 com o Aston Villa na quarta-feira passada deixou os Blues na quinta posição da Premier League, e o triunfo no prolongamento frente ao Wrexham, no sábado, garantiu-lhes a passagem aos quartos de final da Taça de Inglaterra.
A equipa que jogou esse encontro, bastante diferente, deverá ter pouco em comum com o onze que vai entrar em campo em Paris, já que o Chelsea procura eliminar os campeões europeus em título.
O PSG parece atualmente mais vulnerável do que há muito tempo, com a exibição na derrota por 1-3 em casa frente ao Monaco, na sexta-feira ,a ser fortemente criticada.
"Os campeões deixaram de responder", foi a manchete do diário desportivo L'Equipe, que descreveu a equipa de Luis Enrique como estando "à beira de uma crise".
Pode parecer exagero, mas a descrição de Rosenior já não se aplica, com o PSG a ter sido derrotado quatro vezes só em 2026.
A vantagem sobre o Lens no topo da Ligue 1 é de apenas um ponto, e na Europa parecem estar um patamar abaixo de equipas como o Arsenal e o Bayern Munique.
A condição física tem sido um problema ao longo de toda a época, depois de uma campanha anterior extenuante, com o vencedor da Bola de Ouro Ousmane Dembélé a regressar no fim de semana após uma paragem devido a lesão na perna.
Médios fundamentais como Fabián Ruiz e João Neves têm estado ausentes, enquanto Gianluigi Donnarumma nunca foi devidamente substituído na baliza.
"Estamos claramente em dificuldades neste momento, mas precisamos de manter a esperança de que isso vai mudar", disse Luis Enrique na sexta-feira.
"A confiança não é algo que se compra no supermercado", acrescentou.
Rosenior vai procurar explorar as fragilidades do PSG e repetir os feitos de Roberto Di Matteo e Thomas Tuchel, que conduziram o Chelsea à glória na Liga dos Campeões após terem sido nomeados a meio da época.
