Liga dos Campeões: Um conto de fadas com problemas defensivos

Nikita Haikin celebra em Milão
Nikita Haikin celebra em MilãoReuters

O Sporting defronta o Bodo/Glimt na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Olhando para os dados da Opta, a viagem à Noruega apresenta riscos, mas também oportunidades.

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É o conto de fadas do futebol europeu nas duas últimas edições. Depois de ter alcançado as meias-finais da Liga Europa na última temporada, o Bodo/Glimt está agora nos oitavos de final da Liga dos Campeões, após ter eliminado o Inter de Milão no play-off.

Segue-se o Sporting numa eliminatória que arranca no Círculo Polar Árctico. Uma fortaleza composta por relvado sintético e muito frio que apresenta riscos para quem se presta a tão longa viagem, mas também oportunidades.

Na memória estão os resultados mais recentes do Bodo/Glimt – vitórias diante do Manchester City e Inter de Milão – mas são os únicos triunfos caseiros nesta edição da Champions. Nos outros três jogos empatou com Tottenham e perdeu na receção a Mónaco e Juventus.

Defesa com problemas

E há um dado que salta à vista: O Bodo/Glimt ainda não conseguiu manter uma baliza inviolada nesta edição da Liga dos Campeões.

Com 17 golos sofridos, é o conjunto que mais sofreu dos que estão presentes nos oitavos de final. Oito deles foram em casa, igualmente o pior registo, igualado pelo PSG.

Trabalho na baliza

Com uma passagem pelos escalões de formação do Nacional, o russo Nikita Haikin está no Bodo/Glimt desde 2019 e tem sido o dono da baliza do vice-campeão norueguês. É o guarda-redes com mais defesas nesta edição da Liga dos Campeões: 56, mais 11 que Thibaut Courtois, o segundo classificado. Rui Silva, soma 24.

Com 16 golos sofridos, só viu Oblak ir mais vezes buscar a bola ao fundo das redes (17) dos que ainda estão em prova, mas é o menos seguro, já que encabeça o ranking dos que mais bolas deixaram cair (4), um erro que poderá ser aproveitado por Luis Suárez, goleador leonino que leva três, dos quatro golos que marcou na prova, dentro da área.

Haikin também já teve que lidar com 73 remates, mais 20 do que Courtois, o segundo dos presentes nos oitavos. 

Uma fenda na fortaleza norueguesa que o leão pode aproveitar.

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