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Rafa Silva fechado?: "Não falo de jogadores de outros clubes, é o modo correto de olhar para as coisas. É um jogador do Besiktas, é o modo ético de lidar, protegendo-me a mim e ao clube. Só falo de jogadores do Benfica. Não há nada que falar".
Jogo com a Juventus: "É uma final como todas, olhando para a classificação e para os pontos necessários para a qualificação, obviamente precisamos de pontos. Não sei dizer se são três ou quatro, eventualmente cinco, não faço a mínima ideia, só sabemos no final do último jogo. Isso também nos liberta de alguma pressão. Se o empate fosse suficiente para nós, se calhar teríamos algumas amarras do ponto de vista psicológico. Não as temos: vamos jogar para ganhar. Sabemos contra quem jogamos, onde jogamos, e vamos jogar para ganhar. Depois logo se vê o que nos faltará para podermos ter a oportunidade de nos qualificar".

Relação com Spalletti: "A relação não é importante, mas em Itália e Portugal essas histórias são mais importantes do que realmente importa. A verdadeira história é a Liga dos Campeões, Benfica contra a Juventus. O Luciano (Spalletti) disse algo muito bonito na sua conferência, que o Benfica é um pedaço da história, para nós é muito lindo e agradeço isso. Mas quando joga Benfica contra a Juventus na Champions, Mourinho contra Spalletti não é importante. Confesso que é algo público que eu e o Luciano tivemos uma briga no futebol, era uma brincadeira em Itália, mas a relação fora do futebol é totalmente diferente. É uma pessoa que respeito muito, um treinador de que gosto e esse é o aspeto mais importante".
Manu Silva ou Barrenechea: "A única coisa que vou dizer em relação à equipa de quarta-feira é que o Bruma começa no banco, até o próprio já confessou que não está a 100% do seu potencial, nem em condições para jogar 90 minutos. Como ele diz, se precisar de contar com ele vou contar com a sua experiência e vontade de ajudar. Aproveito para lhe dar os parabéns porque a recuperação dele é, de facto, muito boa. Quando se lesionou foi mesmo à minha frente, quando era treinador do Fenerbahçe, vi logo a dimensão.
Nunca esperei que pudesse voltar à competição em janeiro. Fez um grande trabalho com o seu agente para recuperar. Agora tem que fazer o que me prometeu para aí há 10 ou 15 anos para trás quando jogou contra mim e marcou e disse-me: 'tu levas-me para uma equipa tua e eu vou marcar golos para ti'. Agora tem a oportunidade".
O que espera de Spalletti: "Espero qualidade, uma equipa com cultura tática, não é uma equipa que vai ficar à espera, quer ser protagonista no campo. Nunca conheci o Luciano sem jogadores importantes, na Roma tinha muita qualidade, depois quando fui embora de Itália e voltei para a Roma encontrei-o no Nápoles, agora está na Juventus... Quando um treinador é bom e treina os jogadores mais fortes da Liga só podes esperar qualidade. As equipas do Luciano são muito bem treinadas do ponto de vista tático, organizados, futebol associativo, vertical, veloz... é um treinador muito bom".
Ambiente esperado sem adeptos do Benfica: "Joguei aqui com a Roma, com o Inter de Milão e com o Manchester United. Obviamente que jogar aqui com o Inter é diferente de tudo, é daí que vem o nosso amor, dos meus tempos de Inter, mas é fantástico jogar aqui. Também joguei contra eles no Estádio Olímpico, mas aqui ainda é mais bonito. É um estádio bonito, moderno, no sentido de um estádio de futebol mesmo, com um ambiente fortíssimo, é típico da Juve.
Ao mesmo tempo, Benfica é Benfica, os jogadores sabem o que é ser jogador de equipa grande e com mais ou menos qualidade, mais ou menos experiência, quem veste a camisola do Benfica sabe que tem que dar a cara. Quando me voltei para trás no avião e vi o nosso grupo pensei que era treinador da equipa B porque temos oito jogadores dessa equipa no nosso grupo. Isso significa as nossas dificuldades com as lesões, mas é Benfica. O nosso objetivo é chegar ao último jogo com esperanças matemáticas de nos podermos qualificar. Foi o que fizemos com o Nápoles e com o Ajax, colocamo-nos em posição de jogar estes dois últimos jogos com esperanças pragmáticas de nos qualificar. O objetivo é sairmos daqui a com a qualificação aberta para o último jogo".
Surpreendido com Spalletti como treinador da Juventus?: "A única surpresa para mim é quando um treinador sem história e trabalho feito tem a possibilidade de treinar um dos grandes clubes do mundo. Quando o AC Milan contratou o Max (Allegri), quando a Juventus contrata Spalletti ou quando a Roma contrata Gasperini, não é uma surpresa. Estamos a falar de grandes treinadores. Surpresa é quando gente sem experiência e história assume clubes grandes e históricos".
11 anos desde a última final europeia com um clube português: "Isso está a acontecer porque, quer queiramos quer não, a situação económica no futebol de clubes tem um impacto muito grande e o poder económico está centrado em países que não Portugal. Se quiser uma opinião pessoal, os três grandes clubes portugueses e não quero deixar o SC Braga de fora, podem chegar a finais da Liga Europa. Vê também que as últimas finais portuguesas das competições europeias - com exceção de 2004 -, foi na Liga Europa. Considero as equipas portuguesas favoritas a chegar longe, à final ou ganhar a Liga Europa.
Na Liga dos Campeões, obviamente é muito mais complicado. Comparamos os mercados que se fazem, os investimentos, vemos para onde vão os jogadores mais importantes... A última equipa a ganhar uma competição europeia fora de Espanha, Inglaterra, Alemanha e o "pobre" Paris Saint-Germain... houve o Inter, comigo hãn? O Inter e o FC Porto".
Resultado mais importante que a exibição: "Se me pergunta se amanhã quero ganhar ou jogar bem, eu quero ganhar. Normalmente, a forma que te dá mais possibilidade de ganhar é jogar bem. Mas podemos perguntar o que é isso de jogar bem? É um tema que dá muito divertimento na opinião pública, gente que nunca se sentou num banco de suplentes e fala sobre isso. No final, o fundamental é ganhar o jogo. Entre jogar bem e perder ou jogar mal e ganhar, claro que escolho o segundo. Mas não acho que isso seja possível, não entendo bem esse conceito de jogar mal e ganhar".
Forma de jogar com o Rio Ave é para manter?: "Não me diga que durante uma semana, com tantos programas e especialistas não debateram isto de foma suficiente... Agora querem-me obrigar a explicar alguma coisa. Houve eleições para a presidência da República e isso deu um pouco de descanso, mas debate-se tanto tanto que não vale a pena explicar muita coisa. O que quero dizer é que o Benfica já vinha fazendo bons jogos, a jogar, no vosso conceito, 'bem' há muitos jogos.
Se forem ver os mapas de posicionamento do Sudakov, de quem falaram tanto, não variam muito de jogo para jogo, ou seja, de quando jogou mais como número 10 de referência ou a partir da ala esquerda, as zonas de utilização são as mesmas. Depois há uma coisa fundamental, nós procuramos uma identidade de acordo com os jogadores que temos à disposição. Com todo o respeito, o Rio Ave é uma boa equipa, mas é o Rio Ave e a Juventus é a Juventus. Por muito que possamos tentar fazer um jogo igual, será seguramente muito difícil de o conseguir".
