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Expectativas: “É difícil prever. Acho que por muitos fenómenos que existam a falar de futebol, há uma coisa que continua a ser inegável e, ao mesmo tempo, fantástico que é a imprevisibilidade. Nunca se sabe o que pode acontecer. É difícil prever. Analisas o adversário, desenvolves a tua equipa, o teu plano de jogo, mas mesmo assim existe uma dose de imprevisibilidade. O que nos resta fazer, respeitando a natureza do futebol, é preparar a equipa o melhor possível e jogar o jogo, com respeito por um adversário que sabemos quem é, mas também sabemos quem somos e temos de jogar o jogo com o único objetivo que temos. Perguntaram ao Otamendi pelos outros resultados, não temos de pensar neles. Sem ganhar não há outros resultados que nos possam apurar. Só ganhando é que depois, no final do jogo, podemos ver os outros resultados. O objetivo é só um: ganhar o jogo”.
Polémica com o Barcelona: “Não me interessa. Vivo a minha carreira no dia-a-dia. Penso no hoje e amanhã, não no passado. O que aconteceu, aconteceu”.
Mercado: “Nunca gosto de dizer que a porta está fechada, porque enquanto o mercado está aberto nunca se sabe o que poderá acontecer. Se me perguntar se os dois jogadores que entraram, que não podem estar disponíveis para amanhã, têm qualidade para ajudar a equipa a ser melhor, digo que sim. Se me perguntar se estou desesperado a pensar que algum jogador vai sair? Não, estou tranquilo”.
Árbitro do jogo: “Há umas semanas disse, relativamente ao campeonato português, que antes dos jogos nunca me preocupa, maior parte das vezes nem sei quem é. Não gosto de comentar árbitros antes dos jogos, porque gosto de ir a pensar que vai fazer o melhor possível. Depois dos jogos é que falo muitas vezes. No jogo com a Juventus não falei, mas se falasse era para dizer que foi fantástico, ele e o VAR. Gosto de o dizer quando perco”.
Arbeloa: “Os jornalistas têm uma qualidade que admiro muito, que é levar as coisas para onde querem. Perguntaram-me se eu estava surpreendido pelo Spalletti treinar a Juventus e se ele tinha condições. Eu respondi que não havia dúvidas e que o me surpreendia era quando um treinador sem história treina um grande clube. É uma reflexão que me parece normal. No ano 2000, um gigante chamado Benfica chamou um treinador que nunca tinha treinado ninguém para treinar o Benfica. Respondi que não ia para ser adjunto, mas queriam-me para ser principal. Foi uma surpresa. Para os italianos é para falar do Chivu, para os espanhóis é para falar de Arbeloa. Mas há um problema, os dois são os meus miúdos, ex-jogadores meus especiais. O Álvaro diria mesmo que é dos jogadores, do ponto de vista humano, da empatia pessoal, dos meus favoritos. Não foi o melhor a jogar comigo no Real Madrid, mas dos melhores homens. Era o último que eu ia pressionar. Mas vocês são muito inteligentes na forma de fazer o vosso trabalho. Ao Álvaro só desejo que corra tudo bem e tenha uma carreira fantástica”.
Vinícius Júnior, Mbappé e Bellingham: “O Benfica tem de jogar com as características que tem e não com as que tem. Se gostaria de jogar como vamos jogar amanhã? Não. Mas temos de jogar de acordo com o potencial que temos, as qualidades que temos e não com o que não temos. Não querendo alargar muito, há uma coisa que é muito óbvia: para ganhar temos de marcar mais um golo que o adversário. Temos de jogar para marcar, mas marcar mais um que adversário significa que não podemos sofrer muitos. Repetir o jogo em Turim, onde pisámos a área adversária com bola 34 vezes e fizemos um golo, não acredito que amanhã aconteça, mas nas vezes que pisarmos a área adversária temos de marcar”.
Xabi Alonso: “É outro dos meus meninos. Que só tenho recordações positivas, tive a emoção de defrontar o Alonso e amanhã vai acontecer o mesmo com o Arbeloa. Muito feliz pelo que fez no Leverkusen, por ter treinado o Real Madrid. O que aconteceu depois é algo que não me interessa. No futebol é muito difícil que alguma coisa me surpreenda. Tudo pode acontecer. Mas estou seguro que a carreira vai noutra direção e vai ser feliz porque demonstrou nível de treinador no Leverkusen”.
Eliminação da Liga dos Campeões: “A qualificação não tem nada a ver com o mercado. O Benfica fez mercado no verão, agora tenta melhorar a equipa para o que resta da época, com equilíbrio e estou convencido de que não tem nada a ver com a qualificação. A eliminação pode ser vista de perspetivas diversas. Acho que o grande problema desta fase passa pela derrota inicial em casa num jogo que é obrigatório ganhar, que nos deixaria com nove pontos e um ponto de nos qualificarmos. E passa também por jogos que acabámos por perder. Diria que a derrota com o Leverkusen, completamente injusta, marca a qualificação”.
Conselhos a Arbeloa: “Pode treinar qualquer clube do mundo que espero que corra tudo bem. O Real Madrid pode ser treinado por qualquer pessoa que espero que corra tudo bem. Imaginem os dois juntos. Só amanhã espero que corra mal. Não posso dizer nada do Arbeloa como treinador, não o vi treinar, só vi jogos. O que posso dizer é que há uma dimensão humana para ser treinador do Real Madrid e não tenho conselhos para ele. O importante para mim é que está feliz, que desfrute porque ser treinador é muito difícil porque há muita gente que sabe mais que ti e fala de ti todos os dias, com críticas. Para quem começou agora, como o Arbeloa, é importante gostar. Se amanhã me disser que gosta de ser treinador, fico tranquilo”.
Conversa com os jogadores: "Digo o mesmo que digo na Juventus. Não fomos bem-sucedidos, mas acho que correu bem a abordagem. Temos de ir com tudo, ou matas ou morres de pé. Com equilíbrio, porque se não tivermos o Real Madrid vai castigar, é assim com jogadores de topo. Não precisam de 37 toques na adversária, têm três e fazem três golos. É o nível”.
Conversa com Arbeloa: "Não falei com o Arbeloa. O meu número de telefone é muito complexo, porque o único que está sempre é o do clube que só a minha família tem. Depois o outro, muda sempre. Perco muitos contactos e com o Arbeloa não é preciso uma chamada para desejar sorte. Ele sabe, do mesmo modo que sei que o que ele pensa. É muito simples, se não ganhamos não há contas a fazer. Se ganharmos vamos para o balneário ver se nos apuramos ou não, é assim que temos de jogar”.

